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Indústria de brinquedos supera R$ 10 bilhões de faturamento e projeta recorde de lançamentos em 2026

Publicado 09/03/2026 • 14:03 | Atualizado há 7 meses

KEY POINTS

  • Indústria de brinquedos faturou R$ 10,39 bilhões em 2025, crescimento de 1,86%, e projeta 1.740 lançamentos em 2026, recorde da série histórica
  • E-commerce avançou de 22% para 38% das vendas entre 2017 e 2025, consolidando o canal digital como principal motor de expansão comercial do setor
  • Jogos de tabuleiro cresceram 16% e blocos de construção saltaram 17%, enquanto o setor gerou 43.946 empregos diretos e terceirizados em 2025
Um homem e uma mulher escolhem brinquedos em uma loja repleta de brinquedos

Um homem e uma mulher escolhem brinquedos em uma loja repleta de brinquedos

Victoriano Izquierdo/Unsplash

A indústria de brinquedos brasileira encerrou 2025 com faturamento de R$ 10,39 bilhões, um crescimento de 1,86% sobre o ano anterior, segundo o Anuário da Abrinq de 2026.

O setor projeta 1.740 lançamentos para este ano, o maior número da série histórica, e mantém trajetória de expansão desde 2021, quando registrou alta de 14%.

“Superar R$ 10 bilhões em faturamento e manter uma trajetória consistente de crescimento é resultado de um longo trabalho de investimento contínuo em inovação, qualidade e desenvolvimento de produtos que acompanham as novas formas de brincar”, afirmou Synésio Costa, presidente da Abrinq.

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Lançamentos em ritmo acelerado

Em 2025, o setor colocou no mercado 1.689 novos produtos. Para 2026, a previsão sobe para 1.740, sendo 64% de marcas próprias e 36% licenciados. O avanço das marcas próprias reflete o fortalecimento da produção nacional.

Entre os segmentos que mais avançaram estão os jogos de tabuleiro e cartas, com crescimento de 16%, e os blocos de construção, que saltaram 17%. O chamado “mundo técnico” liderou as vendas com 19% do total, seguido por atividades físicas, com 16%, e produtos de criatividade, com 15,2%.

Empregos acima de setores tradicionais

O setor encerrou 2025 com 43.946 trabalhadores diretos e terceirizados, ante 35.832 em 2020 — avanço de cerca de 8 mil vagas em cinco anos. O pico recente foi registrado em 2024, com 44.092 empregos.

“O setor tem mostrado capacidade de adaptação e seguirá trabalhando para ampliar mercados, fortalecer a produção nacional e gerar cada vez mais empregos”, defendeu Synésio.

São Paulo concentra produção e consumo de brinquedos

A geografia do setor é concentrada. São Paulo responde por 34,9% do consumo nacional e abriga 85,58% das unidades industriais do país, além de ser origem de 64,36% das exportações. O Amazonas participa com 12,72% dos embarques.

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Santa Catarina lidera as importações, com 50,12% do total desembarcado. Nas exportações, o Paraguai absorve 44,2% dos embarques brasileiros, enquanto a Argentina já representa 17,3% — juntos, os dois países somam 61% do destino das vendas externas.

E-commerce de brinquedos avança para 38% das vendas

O canal digital consolidou-se como motor de expansão comercial. Em 2017, as vendas pela internet representavam 22% do total. Em 2025, esse percentual chegou a 38%, a maior participação da série histórica.

Mercado global em alta e aposta nas exportações

O mercado mundial de brinquedos movimentou US$ 110,6 bilhões em 2025, com crescimento de 7% sobre o ano anterior. O Brasil, porém, ainda tem participação modesta no comércio exterior, com US$ 10,3 milhões exportados em 2025.

Aprovado recentemente, o projeto de lei que amplia o apoio do BNDES à fabricação voltada à exportação animou o setor. Para Synésio, a medida corrige uma distorção histórica. “O governo brasileiro finalmente compreendeu algo que já é prática consolidada nas principais economias do mundo, inclusive na China: exportação exige apoio estruturado do Estado”, disse o presidente da Abrinq.

Segundo ele, os juros elevados sempre foram um obstáculo para a tomada de crédito voltada ao mercado externo. “Com crédito mais acessível, a tendência é que o segmento ganhe novo fôlego e avance de forma mais estruturada nas exportações”, afirmou.

Perspectivas positivas para o setor de brinquedos em 2026

O otimismo do setor se reflete nas projeções dos fabricantes. Para 2026, 46% esperam vendas “boas” e 39% projetam vendas “ótimas”. Em relação à rentabilidade, 50% apostam em resultado “bom” e 40% preveem desempenho “regular”.

O desafio demográfico — com a queda da taxa de natalidade — segue no radar, mas impulsiona as marcas a investirem em novas categorias e no público jovem adulto, os chamados kidults, ampliando o alcance do setor para além do público infantil tradicional.

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