Isenção de imposto de renda desvia foco de cortes fiscais, diz economista
Publicado 28/11/2024 • 16:14 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 28/11/2024 • 16:14 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
O economista Matheus Pizzani, da ACM Capital, analisou os efeitos do pacote fiscal anunciado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante participação no Money Times, do Times Brasil, nesta quinta-feira (28).
Pizzani destacou que a inclusão da isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil assumiu protagonismo no debate, desviando o foco das medidas de corte de gastos inicialmente propostas. Segundo ele, essa mudança gerou turbulências nos mercados financeiros e contribuiu para a valorização histórica do dólar, que atingiu R$ 6 pela primeira vez.
Pizzani ressaltou que a isenção do IR, promessa de campanha do presidente Lula, trouxe incertezas sobre como o governo pretende equilibrar a perda de arrecadação. Apesar da taxação de rendas acima de R$ 50 mil ter sido apresentada como contrapartida, o economista observou que o mercado reagiu de forma cautelosa, questionando a viabilidade fiscal.
Ele afirmou que o impacto dessa medida vai além das contas públicas, destacando que a injeção de recursos adicionais na economia pode pressionar a inflação, o que exigirá uma resposta cuidadosa do Banco Central.
Em relação à alta do dólar, Pizzani concordou parcialmente com a análise do ministro da Fazenda de que fatores externos, como a vitória de Donald Trump nos EUA e suas políticas protecionistas, influenciaram a desvalorização das moedas de mercados emergentes.
No entanto, ele enfatizou que o cenário doméstico também teve um papel significativo. “Incerteza é a palavra-chave para entender o momento do Brasil”, afirmou, destacando que a falta de clareza nas medidas e as expectativas frustradas do mercado intensificaram a desvalorização do real.
Para Pizzani, o pacote fiscal trouxe sinais positivos no curto prazo, mas foi recebido como insuficiente para resolver os desafios estruturais da economia brasileira.
Ele destacou que o Brasil enfrenta dificuldades adicionais em comparação com outros países emergentes, devido a fatores internos, como a incerteza fiscal e política. “O conjunto da economia brasileira continua sob uma sombra de dúvidas, o que agrava o impacto das condições globais desfavoráveis”, concluiu o economista.
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