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Para CNI, juros frearam a indústria em 2025 e derrubaram a confiança do empresário
Publicado 04/02/2026 • 08:40 | Atualizado há 1 hora
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O nível muito elevado dos juros foi o principal fator por trás da desaceleração da indústria brasileira em 2025, avaliou a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A análise acompanha os dados da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a CNI, a taxa Selic em patamar elevado encareceu o crédito, reduziu o consumo e desestimulou investimentos produtivos. O cenário foi agravado por uma demanda interna fraca e pelo aumento das importações, que avançaram sobre o mercado doméstico ao longo do ano.
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De acordo com a confederação, o ciclo de aperto monetário, com a Selic em torno de 15% ao ano, teve efeito direto sobre a indústria de transformação. O diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, afirmou que o custo do crédito levou empresas a adiar investimentos e consumidores a reduzir compras.
Em nota, Telles destacou que, em 2024, quando os juros estavam em nível mais baixo, a demanda doméstica por bens industriais cresceu quatro vezes mais do que a registrada até novembro de 2025.
Os dados do IBGE confirmam o diagnóstico. A produção industrial brasileira cresceu 0,6% em 2025, bem abaixo da expansão de 3,1% observada em 2024. O desempenho modesto reflete a perda de ritmo ao longo do ano, especialmente no segundo semestre.
A indústria extrativa evitou um resultado ainda pior, com alta de 4,9%, compensando parcialmente a queda de 0,2% da indústria de transformação. Esse segmento, que inclui alimentos, vestuário, veículos e eletrônicos, havia crescido 3,7% em 2024.
A desaceleração ganhou força a partir do segundo semestre de 2024, quando o Banco Central iniciou o ciclo de alta dos juros. Após crescer no início daquele ano, a indústria de transformação passou a registrar retrações sucessivas em 2025.
Além do custo financeiro, a indústria enfrentou concorrência externa mais intensa. As importações de bens de consumo cresceram 15,6%, enquanto as compras de bens de capital e intermediários avançaram 7,8% e 5,6%, respectivamente, ocupando espaço no mercado interno.
O ambiente adverso afetou diretamente o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), da CNI. O indicador registrou, em janeiro, o pior resultado para o mês em dez anos e permanece abaixo dos 50 pontos – linha que separa otimismo e pessimismo – há 13 meses consecutivos.
Para a CNI, a persistência desse quadro tende a limitar investimentos, produção e contratações, ampliando os riscos para o desempenho da indústria em 2026 e para o crescimento da economia brasileira no curto prazo.
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