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EUA condenam prisão domiciliar de Bolsonaro e atacam Moraes: “abusador de direitos humanos”
Publicado 04/08/2025 • 22:14 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 04/08/2025 • 22:14 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Jair Bolsonaro, ex-presidente condenado por trama golpista
Tânia Rêgo/Agência Brasil
O governo dos Estados Unidos, por meio do Bureau of Western Hemisphere Affairs, condenou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em publicação feita na noite desta segunda-feira (4), o órgão do Departamento de Estado acusou Moraes de “abusar das instituições brasileiras para silenciar a oposição e ameaçar a democracia”.
A mensagem, veiculada no perfil oficial @WHAAsstSecty no X (antigo Twitter), afirma que Moraes já é considerado pelos EUA um “abusador de direitos humanos sancionado” e critica a ampliação das restrições contra Bolsonaro, classificando-as como injustificadas. “Impor ainda mais limitações à capacidade de Jair Bolsonaro de se defender publicamente não é um serviço ao público. Deixem Bolsonaro falar!”, diz a publicação.
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A decisão do STF, assinada por Moraes, determinou que o ex-presidente cumpra prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, sem acesso a celulares e com visitas restritas a advogados e familiares. A medida foi motivada pelo suposto descumprimento de cautelares, após Bolsonaro participar por vídeo de um ato político no Rio de Janeiro, mesmo estando proibido de se manifestar publicamente por meio de terceiros.
O episódio ocorre em meio a um contexto diplomático tenso entre Brasil e Estados Unidos. Recentemente, o ex-presidente norte-americano Donald Trump, aliado de Bolsonaro, anunciou a imposição de tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros e incluiu Alexandre de Moraes em uma lista de sanções.
Justice Moraes, now a U.S.-sanctioned human rights abuser, continues to use Brazil’s institutions to silence opposition and threaten democracy. Putting even more restrictions on Jair Bolsonaro’s ability to defend himself in public is not a public service. Let Bolsonaro speak!…
— Bureau of Western Hemisphere Affairs (@WHAAsstSecty) August 5, 2025
A nota do Bureau of Western Hemisphere Affairs encerra com um alerta: “Os Estados Unidos responsabilizarão todos aqueles que colaborarem com condutas sancionadas”. A declaração amplia o embate entre o Judiciário brasileiro e o governo norte-americano, elevando o tom da crise diplomática em torno do ex-presidente Bolsonaro e da condução do processo judicial que o envolve. Até o momento, o Itamaraty não comentou oficialmente o teor da publicação.
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