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EXCLUSIVO CNBC: CEO do UBS Group diz que Europa precisa de medidas rigorosas para enfrentar acúmulo de dívidas

Publicado 06/10/2026 • 19:30 | Atualizado há 43 minutos

KEY POINTS

  • Sergio Ermotti, CEO do UBS Group, afirma que cerca de 40% dos milionários do mundo vivem nos Estados Unidos.
  • Ermotti diz que o UBS administra quase metade dos US$ 5 trilhões em ativos nos EUA e vê espaço para ampliar investimentos no país e na Ásia.
  • O executivo avalia que a Europa precisa de medidas rigorosas para enfrentar o acúmulo de dívidas e recuperar um caminho de crescimento.

Cerca de 40% dos milionários do mundo vivem nos Estados Unidos, segundo Sergio Ermotti, CEO do UBS Group. Em entrevista exclusiva à CNBC, o executivo afirmou que a concentração de riqueza no país reforça a importância do mercado americano para o banco suíço, que administra quase US$ 5 trilhões em ativos globalmente.

“Nós já estamos aqui nos Estados Unidos. Administramos quase metade dos 5 trilhões de ativos que gerimos globalmente. E no ano passado, os Estados Unidos adicionaram 1.200 milionários por dia”, afirmou Ermotti.

Para o CEO, a presença nos Estados Unidos é fundamental para uma instituição de gestão de patrimônio com atuação global. Ele também afirmou que o banco continua observando crescimento na Ásia e investindo em capacidades para manter sua competitividade nesses mercados.

“Cerca de 40% de todos os milionários do mundo vivem nos Estados Unidos. Portanto, como um gestor de patrimônio verdadeiramente global, você precisa estar nos Estados Unidos para ter sucesso”, disse.

Questionado sobre a influência do avanço da inteligência artificial na criação de riqueza americana, Ermotti afirmou que o fenômeno não pode ser atribuído diretamente ao boom da tecnologia. Na avaliação dele, a dinâmica está mais relacionada ao crescimento econômico e à inovação, que criam novas oportunidades de monetização.

“Trata-se do crescimento do PIB, mas no final das contas é através da inovação. É criar oportunidades de monetização, o que é um grande impulsionador para nós em termos de criação de novos ativos líquidos”, afirmou.

O executivo também citou US$ 73 bilhões em ativos líquidos gerados pelo banco até o momento, principalmente relacionados a atividades de monetização e fusões e aquisições.

Na comparação com os Estados Unidos, Ermotti vê um cenário diferente na Europa. Segundo ele, a região tem apresentado menor capacidade de criação de riqueza, fazendo com que o crescimento do UBS no continente esteja mais associado ao ganho de participação de mercado.

“A Europa definitivamente não está crescendo e não está criando muita riqueza. A Europa está mais usando e consumindo riqueza”.

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O CEO disse que o banco administra a operação europeia principalmente como uma estratégia de ganho de participação, em vez de depender da expansão provocada pela criação de novas riquezas.

Ermotti também comentou os problemas fiscais enfrentados por países europeus, incluindo a França. Ele lembrou que Espanha, Itália, Grécia e Portugal passaram por situações semelhantes nos últimos 10 a 15 anos e afirmou que alguns desses países posteriormente apresentaram melhor desempenho dentro da Europa.

Para o executivo, a recuperação de economias com elevado endividamento pode exigir medidas mais rigorosas.

“É necessário passar por medidas rigorosas. Portanto, não acredito que pequenas mudanças incrementais sejam o bastante para resolver o grande acúmulo de dívidas”.

No caso francês, Ermotti destacou que a dimensão da economia aumenta a complexidade do problema. Ele também apontou fatores históricos e sociais que, na avaliação dele, podem ampliar a pressão política em momentos de ajuste fiscal.

“É o tamanho, o tamanho, o tamanho da dimensão da economia francesa”.

O executivo acrescentou que movimentos sociais importantes das últimas décadas tiveram origem na França e que manifestações podem gerar pressão política rapidamente.

“Se você considerar todos os principais movimentos sociais dos últimos 30, 40, 50 anos, eles tiveram início na França. Então você vê a população indo para as ruas, não importa o motivo, de forma muito rápida e gerando também muita pressão política”, afirmou.

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