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EXCLUSIVO: mercado pet avança no varejo alimentar em 2026 com alta de gatos e recuo de cães

Publicado 10/10/2026 • 10:00 | Atualizado há 49 minutos

KEY POINTS

  • A alimentação para cães segue como a principal categoria do segmento, mas sua fatia encolheu de 56,2% para 54,1% no acumulado deste ano.
  • Os produtos voltados para felinos ampliaram sua participação de 28,4% para 31,0%.
  • Em residências menores e com menos moradores, o gato tende a ganhar espaço pelo porte e pela independência, aponta especialista.
PET

Magnific

O mercado pet no varejo alimentar registra avanço em 2026, sustentado pela alta demanda por produtos para gatos — uma tendência que ganhou força a partir da pandemia de Covid-19, em 2020. Enquanto a alimentação para cães segue como a principal categoria do segmento, sua fatia encolheu de 56,2% para 54,1% no acumulado deste ano. Em contrapartida, os produtos voltados para felinos ampliaram sua participação de 28,4% para 31,0%, segundo dados da Scanntech obtidos com exclusividade para o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Para Felipe Passarelli, Head de Inteligência de Mercado da Scanntech, o movimento reflete uma mudança estrutural no perfil demográfico das famílias brasileiras.

“Segundo o Censo do IBGE, os lares unipessoais passaram de 10% para 19% entre 2010 e 2022, e os casais sem filhos, de 20,2% para 24,1%. Em residências menores e com menos moradores, o gato tende a ganhar espaço pelo porte e pela independência. E o crescimento vem da quantidade comprada, não de aumento de preço: o consumidor está, de fato, levando mais produtos para gatos”, aponta.

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A análise da empresa, baseada diretamente em cupons fiscais de venda, revela dinâmicas distintas entre as categorias fora da alimentação.

Vestuário e suplementos em alta; acessórios e banho recuam

Categorias historicamente de menor peso no mercado pet destacam-se pelo forte ritmo de crescimento no período:

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  • Vestuário pet: Disparou 102,2% em faturamento e registrou alta de 35,7% nas unidades vendidas.
  • Suplementos: Apresentaram alta de 42,2% em faturamento e de 32,6% em volume.
  • Higiene (motorizado por preço): A areia higiênica avançou 7,6% em faturamento com unidades estáveis (+0,1%); produtos antipulgas e carrapatos subiram 12,4% em faturamento e 0,9% em unidades; e os tapetes higiênicos cresceram 5,1% em faturamento e 2,1% em unidades.
  • Retração: Os acessórios caíram 10,9% em faturamento e 13,6% em unidades, enquanto os produtos para banho registraram baixa de 4,4% e 9,9%, respectivamente.

“Em vestuário e suplementos, o faturamento cresce junto com as unidades, sinal de demanda genuína. Em itens de higiene, o que move a categoria é o preço. Já em acessórios e banho, a queda aparece nas duas métricas. Entender se o motor de cada categoria é demanda, preço ou mix é o que permite à indústria e ao varejo enxergar onde estão as oportunidades”, resume Passarelli.

Gatos lideram com petiscos e ração úmida acima da média

No universo felino, o crescimento é generalizado. A ração seca — que responde por 17,5% de toda a cesta pet — cresceu 12,4% em faturamento e 14,6% em unidades. A ração úmida avançou 11,9% e 9,9%, respectivamente. O maior destaque, no entanto, ficou com os petiscos, que dispararam 26,1% em faturamento e 23,1% em unidades, elevando sua participação na cesta pet de 1,8% para 2,2%.

Entre os cães, o cenário foi mais heterogêneo. A ração seca, principal item da categoria, recuou 1,3% em faturamento, apesar de um leve acréscimo de 2,1% nas unidades vendidas. Por outro lado, a ração úmida canina cresceu 4,9% em faturamento e 3,1% em unidades.

“Assim como na alimentação das próprias famílias, vemos um consumidor que busca mais experiência e palatabilidade para o animal de estimação. Nos cães, a ração úmida avança enquanto a seca recua; nos gatos, os petiscos crescem mais de 20% em faturamento e em unidades”, conclui o executivo.

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