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EXCLUSIVO: Uva brasileira sofre com tarifas dos Estados Unidos
Publicado 23/10/2025 • 19:25 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 23/10/2025 • 19:25 | Atualizado há 6 meses
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A uva brasileira foi a fruta que sofreu os impactos mais fortes com as tarifas impostas pelos Estados Unidos, disse Isabela Ferraz, analista de inteligência de mercado do Cepea, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ela afirmou que “para os exportadores e produtores brasileiros, foi um dos momentos mais desafiadores da última década, porque desde agosto, quando as tarifas foram impostas, essa sobretaxa de 50% sobre as uvas brasileiras provocou um verdadeiro choque de competitividade e, em poucas semanas, o mercado norte-americano, que era um destino importante para algumas variedades patenteadas, praticamente se fechou”.
A especialista explicou como o setor reagiu diante da crise: “Apesar da perda do mercado norte-americano, o setor se mostrou bastante resiliente e conseguiu redirecionar parte das cargas para outros destinos, de forma que o volume total exportado cresceu cerca de 50%, embora a receita tenha caído em 22%, mostrando que a quantidade vendida aumentou, mas por preços menores e com margens mais apertadas”.
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De acordo com Isabela Ferraz, mercados alternativos têm absorvido parte da produção, mesmo com desafios. “A Argentina se mostrou uma grande surpresa, absorvendo mais de 50% do volume total exportado no trimestre e se tornando o principal destino, mas também tivemos aumento das vendas para o Reino Unido e Países Baixos, que seguem como portas de entrada para o mercado europeu. Nesses países, porém, a receita caiu entre 6% e 21%, e alguns mercados da América Latina ganharam espaço, mas com menor valor agregado.”
A análise aponta mudanças nos investimentos e na produção para o próximo ciclo. “Para 2026, espera-se menos euforia e mais estratégia, com foco em diversificar os mercados, fortalecer parcerias comerciais tanto no mercado doméstico quanto no externo, estimular o consumo interno e investir mais em variedades consolidadas, já que o aumento anterior em áreas de uva se destinava principalmente às variedades patenteadas que atendiam ao gosto do consumidor norte-americano”, disse.
Sobre o papel do governo no redirecionamento do excedente, ela mencionou possíveis limitações. “Pelo que conversamos com produtores e exportadores, os programas de compra de excedentes ficaram um pouco no papel, porque ainda há incerteza sobre quem seria responsável pelas compras e distribuição. Por enquanto, todas as tratativas de redirecionamento partiram principalmente dos próprios exportadores, que têm buscado novos mercados.”
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