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IPCA-15 desacelera em outubro com recuo de passagens aéreas e energia elétrica; ficando abaixo das projeções
Publicado 23/10/2026 • 10:15 | Atualizado há 15 minutos
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Publicado 23/10/2026 • 10:15 | Atualizado há 15 minutos
KEY POINTS
Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo
A inflação e o custo de vida preocuparam o brasileiro
O IPCA-15, indicador de inflação medido pelo IBGE com a mesma metodologia do IPCA, desacelerou para 0,32% em outubro, ante 0,70% em setembro, informou o instituto nesta sexta-feira (23). O resultado ficou 0,38 ponto percentual abaixo da taxa do mês anterior.
O número também veio abaixo dos 0,43% que o economista Julio Barros, do banco Daycoval, esperava. Segundo ele, o principal destaque baixista foi a queda das passagens aéreas, em vez da alta que o banco projetava.


Em outubro de 2025, o IPCA-15 havia sido de 0,18%. No ano, o indicador acumula alta de 4,15% e, em 12 meses, de 4,62%, acima dos 4,47% observados nos 12 meses imediatamente anteriores, de acordo com o IBGE.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta. A maior variação e o maior impacto vieram de Alimentação e bebidas, com 0,88% e 0,19 ponto percentual. O único recuo foi o de Habitação, de 0,10%, e a maior alta entre os demais foi a de Despesas pessoais, de 0,55%.
A alimentação no domicílio subiu 1,01% em outubro, ante 0,38% em setembro. Contribuíram os aumentos do tomate (24,54%), da cebola (13,63%), da batata-inglesa (10,96%) e do arroz (5,80%). Cenoura (-10,67%), frutas (-1,37%) e café moído (-1,16%) recuaram.
A alimentação fora do domicílio também acelerou, de 0,44% para 0,56%, com altas da refeição (de 0,38% para 0,61%) e do lanche (de 0,44% para 0,66%).
Barros avalia que a composição do índice ficou próxima do esperado pelo banco, com a alimentação pressionando e deixando para trás o período mais benéfico dos preços dos alimentos. Para o economista, os itens in natura e o arroz tiveram alta possivelmente por já refletirem efeitos parciais do El Niño. Ele diz que o Daycoval tem alertado que os preços dos alimentos devem continuar subindo, em razão do clima mais adverso.
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Siga o Times | CNBCAs passagens aéreas caíram 9,24% e tiveram o principal impacto negativo do mês, de 0,08 ponto percentual, segundo o IBGE. Em Curitiba, a queda chegou a 11,58%.
Na energia elétrica residencial, a variação foi de -0,89%, ante 7,42% em setembro, com a passagem da bandeira tarifária amarela para a verde, sem cobrança adicional. O grupo Habitação foi de 2,07% para -0,10%.
Já em Transportes, que subiu 0,05%, os combustíveis aceleraram de 0,22% para 1,20%, com alta de 3,70% do óleo diesel, de 2,73% do etanol e de 0,92% da gasolina.
Barros diz que os bens industriais ficaram um pouco mais pressionados por causa de vestuário e etanol. Os preços administrados, segundo ele, refletiram uma alta da gasolina mais forte que a esperada, atenuada pela deflação da energia elétrica.
Nos serviços, o economista afirma que as passagens aéreas surpreenderam para baixo, mas itens como alimentação fora de casa e serviços intensivos em mão de obra seguem pressionados. Para ele, o núcleo da inflação e os serviços subjacentes estão em patamar desafiador para o Banco Central.
Em Despesas pessoais, os destaques foram cinema, teatro e concertos (4,30%), pacote turístico (2,18%) e empregado doméstico (0,62%), de acordo com o IBGE.
O Daycoval projeta o IPCA em torno de 5% no fim do ano, com viés de alta, por causa do clima mais adverso, segundo Barros.
Por região, dez das onze áreas pesquisadas tiveram alta em outubro. A maior variação foi a de Belém (0,76%), com altas do tomate (17,55%) e da energia elétrica residencial (3,71%). O menor resultado foi o de Curitiba (-0,27%), com queda nas passagens aéreas e na taxa de água e esgoto.
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