Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Indústria e comércio alertam para impactos econômicos do fim da escala 6×1
Publicado 14/10/2026 • 22:51 | Atualizado há 20 minutos
OpenAI é processada em oito estados nos EUA devido a preocupações com a segurança do ChatGPT
Bank of America contratou 1.000 terceirizados para corrigir falhas de software expostas pelo Mythos da Anthropic
Trump vai recorrer da decisão que impede a Casa Branca de banir a MS NOW, a CNN e a Politico
Netflix demite mais de 1.000 funcionários, cerca de 6% de seu quadro, em meio à desaceleração do crescimento
ASML divulga resultados acima da expectativa do mercado, carteira de pedidos até 2030 e ações puxam índices europeus
Publicado 14/10/2026 • 22:51 | Atualizado há 20 minutos
KEY POINTS
A aprovação da PEC que põe fim à escala 6×1 provocou reações de entidades empresariais nesta quarta-feira (14). CNI, Fiesp e CNC alertaram para possíveis impactos sobre custos, preços, empregos e competitividade e questionaram a votação da proposta durante o período eleitoral. Já o Sebrae avaliou que a nova jornada de trabalho pode beneficiar pequenos negócios.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou o cenário como preocupante e afirmou que os efeitos econômicos da mudança não foram suficientemente avaliados antes da votação.
Segundo levantamento da entidade, a redução da jornada para 40 horas semanais, com manutenção dos salários, pode elevar os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e provocar uma queda de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 76,9 bilhões.
A CNI estima ainda uma alta média de 6,2% nos preços ao consumidor. Nas projeções da entidade, as compras em supermercados poderiam ficar 5,7% mais caras, enquanto os produtos industrializados teriam aumento médio de 6%. Em roupas e calçados, a alta poderia chegar a 6,6%.
“Lamentamos que a votação tenha sido feita sem mais debates com a sociedade brasileira e entendemos que os impactos dessa medida não foram devidamente mensurados”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Segundo Alban, a entidade considera possível que o Congresso volte a discutir o tema caso sejam constatados efeitos como perda de competitividade e aumento da inflação.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também criticou a aprovação da PEC e afirmou que uma mudança dessa dimensão deveria ter sido discutida fora do calendário eleitoral.
“Nossa posição sempre foi a de que um tema dessa magnitude exigia debate profundo e fora do calendário eleitoral, sem o risco de se tornar uma ‘PEC Boca de Urna’”, afirmou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.
A entidade disse que a mudança terá impactos no funcionamento de setores como saúde, educação, transporte, supermercados e indústria química e defendeu que os efeitos sejam avaliados com “responsabilidade e seriedade”.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCA Fiesp também citou como possíveis consequências o aumento do trabalho informal e a elevação de despesas para consumidores e empresas.
“Decisões açodadas têm um preço alto. E, infelizmente, essa conta será paga por toda a sociedade”, afirmou Skaf.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) também lamentou que a discussão tenha avançado durante o período eleitoral.
A entidade afirmou reconhecer a legitimidade do debate sobre melhores condições de trabalho e qualidade de vida, mas defendeu uma avaliação mais aprofundada dos efeitos sobre emprego, competitividade e sustentabilidade das empresas, especialmente nos setores de comércio, serviços e turismo.
Para a CNC, mudanças dessa natureza devem ser discutidas prioritariamente por meio de negociação coletiva entre trabalhadores e empregadores.
Segundo a entidade, esse modelo permitiria levar em conta as particularidades de cada atividade econômica e as diferenças entre regiões, além de oferecer maior previsibilidade e segurança jurídica às empresas e aos trabalhadores.
O Sebrae avalia que o fim da escala 6×1 pode abrir oportunidades para os pequenos negócios, ao melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e estimular o consumo em setores como turismo, lazer, bares e restaurantes. Segundo pesquisa da entidade, 51% dos donos de micro e pequenas empresas e MEIs acreditam que a mudança não terá impacto sobre seus negócios.
O presidente do Sebrae, Décio Lima, defende que a transição pode favorecer uma economia mais saudável e a geração de renda. A entidade também destaca a importância de investir em planejamento, produtividade, inovação e inteligência artificial para adaptar as operações à nova jornada de trabalho, sem necessariamente elevar os custos.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Flávio Bolsonaro tem 55% dos votos válidos contra 45% de Lula no segundo turno, aponta pesquisa Gerp
2
Brasil pode superar os Estados Unidos e se tornar maior exportador agrícola do mundo em 2026
3
Médicos acionistas da Oncoclínicas cobram auditoria e questionam gestão em meio à crise financeira
4
Fim da escala 6×1: economista aponta dois serviços que podem ter aumento de preço
5
Fim da escala 6×1 pode encarecer produtos e aumentar informalidade, avalia economista