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Indústria sofre com falta de mão de obra qualificada mesmo com desemprego baixo

Publicado 09/02/2026 • 16:46 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Falta de trabalhadores qualificados foi citada por 23,1% das indústrias no quarto trimestre de 2025 e virou um dos maiores entraves do setor.
  • Entre pequenas empresas, o problema é mais intenso e atinge 28,4%, ficando em segundo lugar no ranking de dificuldades.
  • Escassez de profissionais reduz produtividade, eleva custos com treinamento e exige requalificação contínua da força de trabalho.

Agência Brasil

Indústria

A indústria brasileira enfrenta dificuldade para encontrar trabalhadores qualificados, mesmo com o desemprego no menor patamar da série histórica. É o que indica uma nota técnica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que descreve um cenário de mercado aquecido e, ao mesmo tempo, de escassez de mão de obra preparada para as demandas do setor.

O documento parte de um diagnóstico que combina duas peças. A primeira é a taxa de desocupação, que ficou em 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, segundo o IBGE. A segunda é a informalidade ainda elevada, perto de 38% da força de trabalho em ocupações sem registro ou proteção social.

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Na avaliação da entidade, esse contexto ajuda a explicar por que a falta de profissionais capacitados ganhou espaço na lista de preocupações das empresas. A nota técnica mostra que o tema ficou relativamente estável em torno de 5% das menções entre 2015 e 2020, mas passou a subir a partir dali, com avanço quase contínuo até 2024, quando chegou a 23%. O pico foi registrado no segundo trimestre de 2025, com 23,3%, e o dado mais recente citado no documento indica 23,1% no quarto trimestre de 2025.

Com isso, a falta de trabalhadores qualificados passou a ocupar a quarta posição no ranking de principais problemas, atrás de carga tributária elevada, juros altos e demanda interna insuficiente.

Peso maior para as pequenas empresas

O gargalo aparece com força ainda maior entre empresas de menor porte. No recorte de pequenas empresas, a menção à escassez de qualificados chega a 28,4% e vira o segundo principal problema, atrás apenas da carga tributária.

A CNI afirma que a falta de qualificação pressiona diretamente a competitividade, porque dificulta ganhos de produtividade e afeta tanto a eficiência quanto a redução de desperdícios. Ao tentar resolver o problema via treinamento interno, as empresas esbarram em lacunas de formação, atribuídas pela entidade à baixa qualidade da educação básica, o que torna o aprendizado mais difícil e desestimula a qualificação.

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A nota também liga o desafio à transformação tecnológica e organizacional, que exige requalificação contínua. Um dado citado no documento indica que 3 em cada 5 trabalhadores do setor industrial precisarão passar por treinamento, tanto para alinhar competências de recém-contratados quanto para acompanhar mudanças e realocações dentro das empresas.

A CNI menciona ainda mudanças recentes no comportamento de jovens no mercado de trabalho, com maior preferência por atuar por conta própria. O texto cita pesquisa Datafolha, segundo a qual 59% dos brasileiros preferem trabalhar de forma autônoma e, entre 16 e 24 anos, a taxa se aproxima de 70%.

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Amanda Souza

Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.

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