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Líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen condena ataque à Venezuela
Publicado 03/01/2026 • 12:06 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 03/01/2026 • 12:06 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
A líder de extrema-direita da França Marine Le Pen
MICHEL EULER/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
A líder da extrema-direita francesa Marine Le Pen condenou o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a mudança de regime no país, afirmando que a soberania dos Estados é um princípio “inviolável e sagrado”. Em declaração pública no X, Le Pen disse que, apesar das críticas ao governo de Nicolás Maduro, a intervenção externa representa um risco grave à ordem internacional.
Na avaliação de Le Pen, havia “mil razões” para condenar o regime venezuelano, que ela classificou como comunista, oligárquico e autoritário. Segundo a dirigente francesa, o governo de Maduro submeteu a população a anos de repressão, levando milhões de venezuelanos à miséria e ao exílio.
A líder da extrema-direita destacou que a situação interna da Venezuela é marcada por sofrimento social prolongado, o que alimentou críticas internacionais ao regime.
Apesar das críticas, Le Pen afirmou que existe uma razão fundamental para se opor à ação dos EUA: a soberania dos Estados. Para ela, esse princípio não pode ser relativizado, independentemente do tamanho, da força ou do continente do país afetado.
Na visão da dirigente francesa, aceitar a violação da soberania da Venezuela abriria precedente perigoso para outras intervenções no futuro.
Segundo Le Pen, renunciar hoje ao princípio da soberania, seja no caso da Venezuela ou de qualquer outro Estado, equivaleria a aceitar a própria servidão amanhã. Ela avaliou que a prática amplia o risco de guerra e de caos em um cenário internacional já marcado por fortes tensões geopolíticas.
A líder francesa afirmou que o século XXI vive transformações profundas, nas quais decisões unilaterais tendem a agravar a instabilidade global.
Para Le Pen, a solução para a crise da Venezuela passa por devolver a palavra ao povo venezuelano. Segundo ela, cabe exclusivamente à população definir, de forma soberana e livre, o futuro político do país enquanto nação.
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Siga o Times | CNBCA dirigente defendeu que qualquer transição política deve ocorrer sem imposição externa e com respeito ao direito internacional.
A fala de Le Pen se soma às manifestações de líderes internacionais que, mesmo críticos ao governo Maduro, rejeitam a intervenção militar e a mudança de regime promovida por potências estrangeiras na Venezuela.
A declaração reforça o debate europeu sobre soberania, multilateralismo e os limites da ação militar em crises internacionais.
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Veja a tradução da postagem:
“Havia mil razões para condenar o regime de Nicolás Maduro: comunista, oligárquico e autoritário, ele impôs ao seu povo, por anos longos demais, um jugo opressivo que lançou milhões de venezuelanos na miséria — quando não os forçou ao exílio.
Mas existe uma razão fundamental para se opor à mudança de regime que os Estados Unidos acabam de provocar na Venezuela. A soberania dos Estados nunca é negociável, seja qual for seu tamanho, seja qual for seu poder, seja qual for seu continente. Ela é inviolável e sagrada.
Renunciar a esse princípio hoje, no caso da Venezuela — ou de qualquer Estado — equivaleria a aceitar amanhã a nossa própria servidão. Seria, portanto, um perigo mortal, num momento em que o século XXI já é palco de profundas transformações geopolíticas que fazem pairar sobre a humanidade o risco permanente de guerra e de caos.
Resta-nos apenas esperar, diante dessa situação, que a palavra seja devolvida o quanto antes ao povo venezuelano. Cabe a ele definir, de forma soberana e livre, o futuro que deseja construir enquanto Nação.”
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