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Lula prepara mudança na campanha e pode reduzir poder de Edinho Silva no 2º turno

Publicado 08/10/2026 • 07:49 | Atualizado há 5 minutos

KEY POINTS

  • Lula deve reduzir a influência de Edinho Silva na campanha após críticas internas à condução da disputa no primeiro turno.
  • Camilo Santana, Rui Costa e Rafael Fonteles devem assumir funções na coordenação política, na agenda e na comunicação, respectivamente.
  • Janja também enfrenta críticas de dirigentes do PT, enquanto Lula prepara mudanças na estratégia para o segundo turno contra Flávio Bolsonaro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu reorganizar a coordenação de sua campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, em meio a críticas de aliados à condução da disputa. O presidente do PT, Edinho Silva, e a primeira-dama, Janja, estão entre os principais alvos dos questionamentos internos.

A mudança envolve a entrada de três nomes na coordenação: o ex-ministro Camilo Santana deve ficar responsável pela articulação política, o ex-ministro Rui Costa deve assumir a organização da agenda e o governador do Piauí, Rafael Fonteles, deve ficar à frente da comunicação.

As informações foram publicadas nesta quinta-feira (8) pela colunista Tatiana Farah, do UOL. Segundo a apuração, a reorganização deve reduzir a influência de Edinho Silva nas decisões da campanha, após o desempenho de Lula no primeiro turno provocar insatisfação entre integrantes do PT.

Na quarta-feira (7), durante uma reunião com deputados, Lula afirmou que a campanha havia sido a mais desorganizada desde sua primeira candidatura à Presidência, em 1989. O presidente também relatou ter cobrado Edinho Silva e afirmado que a campanha estava aquém de suas possibilidades.

Leia também: DECISÃO 2026: Kátia Abreu comanda críticas à cúpula do PT e pede “menos Janja, mais Alckmin” no 2º turno

Críticas a Edinho Silva e Janja

Além das cobranças sobre a coordenação, a participação de Janja nos eventos eleitorais e nas decisões da campanha também tem provocado divergências entre dirigentes petistas.

A ex-ministra Kátia Abreu manifestou publicamente sua insatisfação com a atuação da primeira-dama. De acordo com a reportagem, outros integrantes da direção do partido compartilham as críticas, especialmente em relação à presença de Janja nos palanques e à comunicação com determinados segmentos do eleitorado.

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Um dirigente ouvido pela coluna avaliou que a declaração de Janja sobre o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) teria causado prejuízos eleitorais ao PT em Minas Gerais. A afirmação foi feita como uma avaliação política, sem demonstração de relação direta entre a fala e o resultado da votação.

Apesar das divergências, Lula pretende manter a participação da primeira-dama na campanha. Na quarta-feira, o presidente reconheceu que deveria ter seguido anteriormente a sugestão de Janja de gravar vídeos em formato de selfie para as redes sociais, proposta também defendida pela equipe de marketing.

Campanha muda discurso para o segundo turno

As críticas internas também atingem decisões tomadas pelo próprio presidente. Segundo dirigentes ouvidos pelo UOL, Lula teria subestimado Flávio Bolsonaro (PL) durante o primeiro turno e priorizado a apresentação de realizações de seus governos em vez de propostas para um eventual novo mandato.

Desde segunda-feira (5), Lula tem realizado reuniões com dirigentes partidários, parlamentares e candidatos eleitos e derrotados para discutir os próximos passos da campanha.

Entre as mudanças de estratégia está a ampliação do espaço dedicado à segurança pública, tema que ganhou destaque nas manifestações recentes do presidente. Lula também passou a fazer críticas mais incisivas a Flávio Bolsonaro e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a reportagem.

A campanha pretende ainda explorar a proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1 e intensificar a produção de vídeos para as redes sociais.

Lula e Flávio Bolsonaro disputarão o segundo turno da eleição presidencial no dia 25 de outubro.

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