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Pesquisa revela o que brasileiros pensam sobre a relação dos ricos e a economia do país
Publicado 03/12/2025 • 17:29 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 03/12/2025 • 17:29 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Oito em cada dez pessoas no Brasil acreditam que a economia do país é pensada para favorecer ricos e poderosos. É o que revela a Pesquisa Ipsos Global Trends divulgada nesta quarta-feira (3).
Ao todo, 79% dos brasileiros concordam com a afirmação. Já o percentual dos que creem que a diferença de distribuição de renda é ruim para a sociedade é ainda maior: 84%.
Realizado em 43 países, o levantamento aponta que a tensão com as desigualdades figura entre as principais tendências globais. Em média, 78% dos entrevistados no mundo veem a concentração de poder aquisitivo como nociva.
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Segundo a Ipsos, a riqueza concentrada cresceu três vezes mais rápido no ano passado do que no anterior, e o mundo pode assistir ao surgimento do primeiro trilionário nos próximos anos. No cenário global, 71% afirmam que a economia de seus países também beneficia os mais ricos.
“Os principais fatores de desigualdade nas sociedades continuam a ampliar divisões. Isso está criando um contraste cada vez mais acentuado entre a pobreza injusta e a riqueza das elites globais”, afirma o CEO da Ipsos, Marcos Calliari. “Esse estresse social fragilizou estruturas tradicionais e estimulou o surgimento de novas ideologias e lealdades.”
A desconfiança da população se estende ao setor privado. Para 85% dos brasileiros, as empresas devem contribuir com a sociedade, não apenas buscar lucro. A crítica é ainda mais intensa entre os mais jovens (88%, de 16 a 24 anos) e os mais velhos (89%, de 55 a 74 anos).
Nesse sentido, o estudo também registra um avanço das tensões políticas mesmo dentro de casa. 61% dos brasileiros afirmam enfrentar conflitos familiares por diferenças de valores, alta de três pontos porcentuais em relação ao ano anterior e muito acima da média global (47%). Entre os países pesquisados, o Brasil aparece como o quarto que mais relata esse tipo de conflito, atrás de Emirados Árabes (69%), Índia (65%) e África do Sul (62%).
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No Brasil, os atritos são mais frequentes entre homens (63%), pessoas de 35 a 44 anos (67%), de baixa renda (70%) e de menor escolaridade (71%).
A Ipsos identifica que “todas as formas de divisão” seguem como preocupação global, mas é na imigração que a mudança mais consistente aparece. No Brasil, 73% dizem que há imigrantes demais no País, um crescimento de seis pontos porcentuais sobre 2024. A percepção é maior entre mulheres (76%), pessoas de 35 a 44 anos (81%), de baixa renda (75%) e de baixo nível escolar (84%).
Apesar disso, 61% dos brasileiros afirmam que a imigração tem impacto positivo na sociedade, bem acima da média global, de 45%. Um em cada 27 habitantes do planeta é hoje um imigrante internacional.
Calliari destaca que, no Brasil, parte dos entrevistados ainda associa o termo “imigrante” às ondas migratórias dos séculos XIX e XX, o que distorce a percepção sobre o fenômeno contemporâneo. Segundo ele, o tema permanece “altamente emocional e polarizador” e tem sido explorado por discursos políticos de apelo populista ao redor do mundo.
O relatório também mostra que a incerteza econômica global, influenciada por conflitos, desastres naturais e políticas comerciais (como as medidas adotadas no governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump) reforça o debate sobre os limites e efeitos da globalização. Em média, 64% avaliam que a globalização é benéfica para seus países. No Brasil, o índice é de 75%.
Foram entrevistados aproximadamente 1.000 adultos por plataforma on-line no território brasileiro. A margem de erro é de três pontos porcentuais e meio, para mais ou menos.
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