Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Pesquisa revela o que brasileiros pensam sobre a relação dos ricos e a economia do país
Publicado 03/12/2025 • 17:29 | Atualizado há 2 meses
Trump ataca líderes e aliados em Davos: veja quem entrou na mira
Xiaomi anuncia recompra bilionária de ações em meio à pressão de concorrência e custos
TikTok anuncia joint venture para driblar restrições e continuar operando nos EUA
Ações do grupo Adani despencam após SEC dos EUA buscar interrogar fundador sobre acusações de fraude
CEO da Nvidia diz que boom da IA deve gerar salários de seis dígitos na indústria de chips
Publicado 03/12/2025 • 17:29 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Oito em cada dez pessoas no Brasil acreditam que a economia do país é pensada para favorecer ricos e poderosos. É o que revela a Pesquisa Ipsos Global Trends divulgada nesta quarta-feira (3).
Ao todo, 79% dos brasileiros concordam com a afirmação. Já o percentual dos que creem que a diferença de distribuição de renda é ruim para a sociedade é ainda maior: 84%.
Realizado em 43 países, o levantamento aponta que a tensão com as desigualdades figura entre as principais tendências globais. Em média, 78% dos entrevistados no mundo veem a concentração de poder aquisitivo como nociva.
Leia mais:
Top 6 times de futebol que mais cresceram em valor de mercado em 2025
Lula cobra indústria e diz que Brasil precisa “produzir para o povo” para recuperar economia
Segundo a Ipsos, a riqueza concentrada cresceu três vezes mais rápido no ano passado do que no anterior, e o mundo pode assistir ao surgimento do primeiro trilionário nos próximos anos. No cenário global, 71% afirmam que a economia de seus países também beneficia os mais ricos.
“Os principais fatores de desigualdade nas sociedades continuam a ampliar divisões. Isso está criando um contraste cada vez mais acentuado entre a pobreza injusta e a riqueza das elites globais”, afirma o CEO da Ipsos, Marcos Calliari. “Esse estresse social fragilizou estruturas tradicionais e estimulou o surgimento de novas ideologias e lealdades.”
A desconfiança da população se estende ao setor privado. Para 85% dos brasileiros, as empresas devem contribuir com a sociedade, não apenas buscar lucro. A crítica é ainda mais intensa entre os mais jovens (88%, de 16 a 24 anos) e os mais velhos (89%, de 55 a 74 anos).
Nesse sentido, o estudo também registra um avanço das tensões políticas mesmo dentro de casa. 61% dos brasileiros afirmam enfrentar conflitos familiares por diferenças de valores, alta de três pontos porcentuais em relação ao ano anterior e muito acima da média global (47%). Entre os países pesquisados, o Brasil aparece como o quarto que mais relata esse tipo de conflito, atrás de Emirados Árabes (69%), Índia (65%) e África do Sul (62%).
Leia mais:
Nubank quer virar banco no Brasil após novas regras do BC
Carrefour inicia integração tecnológica do Atacadão e transfere sede em SP
No Brasil, os atritos são mais frequentes entre homens (63%), pessoas de 35 a 44 anos (67%), de baixa renda (70%) e de menor escolaridade (71%).
A Ipsos identifica que “todas as formas de divisão” seguem como preocupação global, mas é na imigração que a mudança mais consistente aparece. No Brasil, 73% dizem que há imigrantes demais no País, um crescimento de seis pontos porcentuais sobre 2024. A percepção é maior entre mulheres (76%), pessoas de 35 a 44 anos (81%), de baixa renda (75%) e de baixo nível escolar (84%).
Apesar disso, 61% dos brasileiros afirmam que a imigração tem impacto positivo na sociedade, bem acima da média global, de 45%. Um em cada 27 habitantes do planeta é hoje um imigrante internacional.
Calliari destaca que, no Brasil, parte dos entrevistados ainda associa o termo “imigrante” às ondas migratórias dos séculos XIX e XX, o que distorce a percepção sobre o fenômeno contemporâneo. Segundo ele, o tema permanece “altamente emocional e polarizador” e tem sido explorado por discursos políticos de apelo populista ao redor do mundo.
O relatório também mostra que a incerteza econômica global, influenciada por conflitos, desastres naturais e políticas comerciais (como as medidas adotadas no governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump) reforça o debate sobre os limites e efeitos da globalização. Em média, 64% avaliam que a globalização é benéfica para seus países. No Brasil, o índice é de 75%.
Foram entrevistados aproximadamente 1.000 adultos por plataforma on-line no território brasileiro. A margem de erro é de três pontos porcentuais e meio, para mais ou menos.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Will Bank: veja como pedir ressarcimento do FGC, após liquidação extrajudicial
2
Growth anuncia Diego Freitas como CEO após saída dos fundadores Fernando e Eduardo Dasi
3
Sicoob paga R$ 2,6 bilhões em Juros ao Capital aos cooperados em 2025
4
Flamengo é o único brasileiro em ranking dos times mais ricos do mundo; veja lista
5
Will Bank: o que acontece com quem recebe salário no banco após a liquidação?