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Ex-chefe de supervisão do BC que atuava como ‘funcionário’ de Vorcaro depõe na CPI por favorecimento ao Master
Publicado 23/03/2026 • 08:06 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 23/03/2026 • 08:06 | Atualizado há 2 horas
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Montagem Ron Guimarães - Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC
Como Vorcaro comprou o Banco Central por dentro
Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária (Desup) do Banco Central, vai depor na CPI do Crime Organizado na terça-feira (24), a partir das 9h. Servidor afastado do BC e alvo da Polícia Federal na Operação Compliance Zero, Belline é investigado por suspeitas de ter atuado em benefício do Banco Master, conglomerado financeiro investigado por fraudes.
Belline chefiou o Desup, setor responsável pela supervisão direta das instituições financeiras que operam no Brasil, entre 2019 e 2024. Os requerimentos para sua convocação foram apresentados pelos senadores Humberto Costa (PT-PE) e Alessandro Vieira (MDB-SE).
Leia também: ‘Belline cobrando, paga?’ ‘Claro’: as mensagens que mostram como Vorcaro comprou o Banco Central por dentro
O relator da CPI, Alessandro Vieira, fundamentou o pedido de convocação na decisão do ministro do STF André Mendonça no âmbito da Operação Compliance Zero. Para o senador, há indícios de uma estrutura organizada voltada à prática de crimes contra o sistema financeiro, com envolvimento de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao Banco Master e de agentes públicos que teriam agido em benefício do grupo.
“Há indícios da existência de estrutura organizada voltada à prática de crimes contra o sistema financeiro nacional, corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, fraude processual e obstrução de justiça”, afirmou Vieira no requerimento.
O senador Humberto Costa defendeu que a convocação está dentro do escopo da CPI, que investiga o chamado fenômeno dos “novos ilegalismos” — a infiltração do crime organizado em mercados aparentemente lícitos, incluindo órgãos públicos como o Banco Central.
“É importante esclarecer que essa convocação não exorbita os limites do plano de trabalho desta CPI, que estabelece como escopo o ingresso do crime organizado nos mercados aparentemente lícitos”, argumentou o senador.
Na mesma reunião de terça-feira (24), a CPI vai ouvir a jornalista investigativa Cecília Olliveira, fundadora do Instituto Fogo Cruzado. Também convocada por Alessandro Vieira, ela deve trazer ao colegiado informações independentes sobre facções criminosas que não constam em relatórios oficiais, incluindo lideranças, métodos e conexões do crime organizado.
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