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PF prende Márcio Canella, 2º deputado estadual mais votado do RJ, e ex-chefe da Polícia Civil em operação contra lavagem de R$ 7,6 bilhões
Publicado 15/10/2026 • 08:52 | Atualizado há 37 minutos
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Publicado 15/10/2026 • 08:52 | Atualizado há 37 minutos
KEY POINTS
O deputado estadual e ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), foi preso pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (15), durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema suspeito de movimentar mais de R$ 7,6 bilhões por meio de uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro.
Canella, que foi o segundo deputado estadual mais votado nas eleições, é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e formação de cartel. A operação também resultou na prisão do delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil.
Segundo a Polícia Federal, a investigação mira uma organização criminosa armada que teria utilizado empresas do setor de combustíveis para ocultar a origem de recursos ilícitos. O grupo também é suspeito de manter conexões com agentes públicos e de contar com articulação política para favorecer suas atividades.
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A ação policial envolve seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão, cumpridos nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.
Todos os seis investigados que tiveram a prisão decretada foram detidos. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento das ordens judiciais contra policiais civis suspeitos de envolvimento no esquema. Segundo o portal G1, além de Canella e Amim, foram presos também Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukia Felix Ferreira.
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Siga o Times | CNBCDe acordo com a PF, a organização teria utilizado uma rede de estabelecimentos comerciais para inserir dinheiro de origem criminosa no mercado formal, dando aparência de legalidade aos valores movimentados.
As suspeitas são sustentadas por informações reunidas em um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), encaminhado à Polícia Federal. O documento aponta movimentações superiores a R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. A investigação busca identificar a origem dos recursos, os responsáveis pelas transações e a participação das empresas na estrutura financeira do grupo.
Além das prisões, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores ligados aos investigados e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas suspeitas de integrar a estrutura de lavagem de dinheiro. Entre os estabelecimentos atingidos pelas medidas estão 96 postos de combustíveis que, conforme a investigação, teriam sido utilizados para disfarçar a procedência dos recursos.
As medidas judiciais buscam interromper as operações financeiras suspeitas e preservar patrimônio que possa estar relacionado aos crimes investigados.
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