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Ouro fecha em alta com compras oportunistas e suporte geopolítico limitado por juros
Publicado 30/03/2026 • 15:21 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 30/03/2026 • 15:21 | Atualizado há 6 meses
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Foto: Freepik.
O ouro fechou em alta nesta segunda-feira (30), ampliando a recuperação recente após perdas acentuadas, com compras oportunistas e demanda por proteção em meio a riscos geopolíticos. O avanço, contudo, foi limitado por preocupações inflacionárias ligadas ao petróleo e pela perspectiva de manutenção da taxa de juros por mais tempo nos Estados Unidos.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em alta de 0,75%, a US$ 4.526,00 por onça-troy. Já a prata para maio avançou 1,11%, a US$ 70,569 por onça-troy.
O movimento positivo reflete, em parte, a volta de compradores após a forte liquidação recente. Analistas do ANZ destacam que o metal “reagiu no fim da semana passada com a entrada de compradores oportunistas após a maior onda de vendas em anos”, lembrando que os preços chegaram a cair mais de 10% no mês, pressionados pela saída de recursos de ETFs lastreados em ouro.
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Siga o Times | CNBCApesar da recuperação, o cenário segue desafiador. O ouro ainda acumula perdas relevantes no mês, impactado pela valorização do dólar e pela alta do petróleo, fatores que reforçam temores inflacionários e sustentam a expectativa de uma política monetária mais restritiva.
Para Thadeu Dos Santos, diretor regional da Infinox, os riscos geopolíticos continuam dando suporte ao metal, mas esse efeito é contrabalançado pelo ambiente de juros elevados. Ele acrescenta que os investidores ainda avaliam o ouro mais como ativo de risco do que como porto seguro, embora esse comportamento comece a mudar com sinais de possível distensão no conflito envolvendo o Irã. Ao mesmo tempo, os preços elevados do petróleo seguem pressionando a inflação e os rendimentos dos Treasuries, o que tende a limitar ganhos mais consistentes do metal.
No pano de fundo, fluxos de bancos centrais também permanecem no radar, aponta Santos. A recente queda nas reservas de ouro da Turquia, em meio a esforços para sustentar a lira, levanta possibilidade sobre possíveis vendas adicionais. “Sinais mais amplos de venda de reservas podem adicionar pressão adicional, enquanto a continuidade da acumulação por outros bancos centrais permanece como um fator de suporte no médio prazo”, diz.
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