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População quer endurecimento da pauta de segurança e aumenta o índice de conservadorismo no Brasil em 2026, mostra pesquisa
Publicado 13/10/2026 • 11:40 | Atualizado há 50 minutos
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Publicado 13/10/2026 • 11:40 | Atualizado há 50 minutos
KEY POINTS
Foto: Secretaria da Segurança Pública (SSP).
O Índice de Conservadorismo em Costumes atingiu 0,680 em 2026, o maior nível desde 2018, segundo levantamento da Ipsos-Ipec. O indicador, que mede o posicionamento dos brasileiros sobre temas como aborto, pena de morte, redução da maioridade penal e casamento entre pessoas do mesmo sexo, avançou em relação a 2025, quando marcou 0,652.
A alta ocorre após um recuo registrado no ano passado e aproxima o índice dos patamares observados em 2016, quando chegou a 0,686, e em 2018, quando alcançou 0,689. O indicador varia em uma escala de 0 (totalmente progressista) a 1 (totalmente conservador).
A proporção de brasileiros classificados com alto grau de conservadorismo em costumes passou de 49% em 2025 para 55% em 2026, um aumento de 6 pontos percentuais. O grupo com grau médio recuou de 44% para 38%, enquanto a parcela com baixo grau caiu de 8% para 7%.
O avanço foi acompanhado pelo aumento do apoio a medidas relacionadas à segurança pública, especialmente à pena de morte, à prisão perpétua para crimes hediondos e à redução da maioridade penal, enquanto o apoio ao casamento entre homossexuais e ao aborto permanecem em patamar semelhante ao observado no levantamento anterior.
A pena de morte registrou a mudança mais expressiva entre os temas pesquisados. Em 2026, 52% dos brasileiros se declararam favoráveis à medida, ante 43% em 2025, uma alta de 9 pontos percentuais. A rejeição caiu de 49% para 40%.
Com o resultado, o apoio à pena de morte tornou-se majoritário pela primeira vez no período analisado pela pesquisa e atingiu o maior nível da série histórica.
A prisão perpétua para crimes hediondos também ganhou apoio. A proporção de favoráveis chegou a 78%, avanço de 6 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior.
Na redução da maioridade penal, o apoio subiu de forma semelhante, com alta de 6 pontos percentuais, para 71%.
A percepção sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo apresentou mudanças menores. O apoio passou de 38% em 2025 para 41% em 2026, enquanto a oposição recuou de 47% para 41%.
Apesar da aproximação entre as duas posições, o apoio permanece abaixo dos 44% registrados entre 2021 e 2023.
A legalização do aborto segue com baixa adesão. Em 2026, 17% dos entrevistados se declararam favoráveis à medida, enquanto 74% se posicionaram contra. Os resultados mantêm o quadro praticamente estável em relação aos levantamentos anteriores.
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Siga o Times | CNBCO crescimento do conservadorismo em costumes foi observado em quase todos os segmentos sociodemográficos analisados pela Ipsos-Ipec. A principal exceção regional foi o Sudeste, onde o índice recuou de 0,669 em 2025 para 0,659 em 2026.
Entre as faixas etárias, o maior avanço ocorreu entre brasileiros de 25 a 34 anos. O indicador desse grupo passou de 0,643 para 0,696, uma alta de 0,053 ponto.
Na divisão regional, os moradores do Norte e do Centro-Oeste registraram a maior variação entre os segmentos analisados. O índice avançou de 0,643 para 0,710, aumento de 0,067 ponto.
Entre as mulheres, o indicador subiu de 0,619 para 0,650, após esse grupo figurar entre os que mais contribuíram para a redução do índice em 2025.
A renda familiar também apresentou diferenças. Entre brasileiros com rendimento superior a cinco salários mínimos, o índice passou de 0,665 para 0,708, avanço de 0,043 ponto e maior nível da série histórica.
Nas capitais, o indicador aumentou de 0,637 para 0,685, uma variação de 0,048 ponto em relação ao ano anterior.
O Índice de Conservadorismo em Costumes da Ipsos-Ipec é elaborado a partir de entrevistas pessoais e domiciliares para avaliar o posicionamento da população sobre temas relacionados a valores e costumes. A escala varia de zero, que representa um perfil totalmente progressista, a um, que corresponde a um perfil totalmente conservador.
O levantamento ouviu 2.000 pessoas em 130 municípios brasileiros, entre 9 e 13 de setembro de 2026. A amostra foi elaborada com base em dados do Censo 2022 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) de 2024, com controle de cotas por sexo, idade, escolaridade, raça ou cor e ramo de atividade.
Segundo a Ipsos-Ipec, o estudo tem nível de confiança de 95% e margem de erro máxima estimada de 2 pontos percentuais para o total da amostra.
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