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Preços de alimentos no domicílio e de carnes subirão menos em 2025, calcula LCA
Publicado 24/01/2025 • 08:34 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 24/01/2025 • 08:34 | Atualizado há 1 ano
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Os preços dos alimentos no domicílio continuarão subindo em 2025, assim como os das carnes, mas em ritmo menos intenso, calcula a LCA. Para a consultoria, no primeiro caso a taxa de inflação deverá ter alta de 6,2%, ante 8,2% no ano passado, conforme dados do IPCA-IBGE. Já o custo das carnes foi estimado em 16,4%, depois de subir 20,8% no ano passado.
As estimativas foram divulgadas durante webinar da LCA e da 4intelligente (que em 2024 adquiriu as áreas de macroeconomia e inteligência de mercado da consultoria) para analisar a recente ‘reponderação’ do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), da Fundação Getulio Vargas (FGV).
No caso do boi gordo, a LCA observou que o primeiro semestre manteve a tendência de queda que vinha desde 2022, mas a situação mudou drasticamente na segunda metade do ano passado, com problemas climáticos que pioraram a qualidade do pasto e forte aumento das exportações (principalmente para Estados Unidos e China).
A consultoria acredita que ainda antes do segundo semestre de 2025 o preço voltará a ser pressionado. “Provável redução da demanda doméstica poderá moderar um pouco a alta das cotações, mas o avanço das vendas externas tende a manter elevado o consumo da carne brasileira”, afirmou Francisco Lopes, economista da LCA, na apresentação feita na quinta-feira (23). A projeção para o preço do boi é de aumento de 34,7% na média anual. “A carne vai ficar cara até 2026, 2027”, disse. “Se tivesse de fazer uma aposta entre todas as commodities em qual teria mais segurança em relação ao cenário, eu diria: ‘Boi gordo’.” Para ele, vai ficar caro no ano de 2025, “e vai demorar um pouco pra cair”.
Na apresentação, a LCA analisou as perspectivas a partir dos novos pesos nos preços de commodities agrícolas e industriais feitos pela FGV para a inflação no atacado e suas consequências para os preços ao consumidor. Em dezembro, a FGV anunciou mudanças na estrutura de ponderação do IPA. Caiu, por exemplo, o peso da Indústria de Transformação (de 64,3% para 55,3%) e triplicou o da Indústria Extrativa (de 7,2% para 20,1%). Apenas o minério de ferro saltou de 6% para 12%. Segundo Lopes, o objetivo das alterações é “reproduzir melhor a estrutura produtiva” e tornar o IPA “cada vez mais parecido” com o PPI, o índice ao produtor dos Estados Unidos. “O índice vai ficar muito mais volátil”, afirmou.
O IPA corresponde a 60% do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), também da FGV. Chamado de ‘inflação do aluguel’, é um indexador de contratos, inclusive no setor público. Em 2024, o IGP-M teve alta de 6,54%, e o IPA subiu acima disso (7,24%). Além do IPA, compõem o IGP-M outros dois indicadores: o IPC (preços ao consumidor, que responde a 30% do total) variou 4,02% e o INCC (custos de construção, 10% do total), 6,34%.
As premissas gerais para as commodities em 2025 consideram desaceleração das principais economias mundiais (sobretudo China e Zona do Euro, mas também dos Estados Unidos), permanência do dólar forte (com alguma reversão moderada – a LCA estima câmbio de R$ 5,83 ao final do ano), possibilidade de fim do conflito Rússia/Ucrânia, uma guerra tarifária que não atingirá as commodities e, no clima, La Niña (de moderada a fraca) de curta duração.
A cotação da soja deverá continuar baixa (-5,5% na média anual), enquanto o milho (+7,8%) ganhará espaço na próxima safra estadunidense. “A tendência é de que os produtores americanos reduzam a área dedicada à soja para expandir a produção do milho”, afirmou a LCA.
“E os preços mais elevados deverão estimular a expansão da área dedicada à segunda safra no Brasil.” Por outro lado, a consultora aponta fatores altistas a serem considerados: impacto das restrições da Rússia às exportações de trigo, aumento da produção de etanol de milho e atraso de plantio da segunda safra no Brasil. Para a LCA, o crescimento da economia global deverá se manter em torno de 2,9%, com a China recuando de 4,5% para 4%. “O mundo não vai entrar em recessão, mas também não vai apresentar nenhum comportamento excepcional.”
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Juliana Colombo é jornalista especializada em economia e negócios. Já trabalhou nas principais redações do país, como Valor Econômico, Forbes, Folha de S. Paulo e Rede Globo.
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