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Queda de popularidade de Trump ameaça maioria republicana no Congresso

Publicado 12/10/2026 • 08:55 | Atualizado há 44 minutos

KEY POINTS

  • A perda de popularidade de Donald Trump aumenta o risco de perdas para o Partido Republicano nas eleições de meio de mandato.
  • O cenário preocupa o Partido, que precisa defender suas posições no Congresso e garantir condições para avançar com a agenda presidencial nos dois últimos anos de governo.
  • Um dos principais focos de tensão está no Texas, onde Trump voltou a atuar para impulsionar a candidatura do procurador-geral Ken Paxton ao Senado.
Donald Trump

Foto: AFP

A perda de popularidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, coloca em risco o desempenho do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, previstas para 3 de novembro. O cenário preocupa o Partido, que precisa defender suas posições no Congresso e garantir condições para avançar com a agenda presidencial nos dois últimos anos de governo.

Um dos principais focos de tensão está no Texas, estado tradicionalmente Republicano, onde Trump voltou a atuar para impulsionar a candidatura do procurador-geral Ken Paxton ao Senado. Ken enfrenta o democrata James Talarico, que apareceu sete pontos percentuais à frente em levantamentos recentes, em uma disputa que pode afetar o equilíbrio de forças no Legislativo e infuenciar a capacidade de Trump de aprovar a sua agenda nos últimos anos de mandato.

Historicamente alinhado aos republicanos, o Texas tornou-se motivo de apreensão para o partido. Trump venceu o estado por mais de 13 pontos percentuais na eleição presidencial de 2024, mas a corrida pelo Senado será mais competitiva do que o esperado.

Buscando reveter o quadro, o presidente visitou o estado três vezes em menos de um mês para mobilizar sua base eleitoral e tentar evitar que os democratas conquistem uma cadeira republicana. Segundo o Metrópoles, o Texas não elege um democrata para o Senado desde 1988.

A disputa também representa um teste para a capacidade de Trump de influenciar as eleições. Paxton chegou à candidatura com o apoio do presidente, que o ajudou a superar o senador John Cornyn nas primárias republicanas. Agora, porém, o candidato enfrenta questionamentos jurídicos e obstáculos para arrecadar recursos, enquanto tenta aproveitar a força política da Casa Branca.

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O que está em jogo

As eleições de 3 de novembro definirão a composição da Câmara dos Representantes e de parte do Senado dos Estados Unidos. Ao todo, os 435 assentos da Câmara e 35 das 100 cadeiras do Senado estarão em disputa. Atualmente, o Partido Republicano controla as duas Casas, mas uma derrota pode comprometer a capacidade de Donald Trump de aprovar sua agenda legislativa.

Na Câmara, os democratas precisam conquistar três cadeiras líquidas para obter a maioria. No Senado, o caminho é mais difícil: os republicanos detêm 53 das 100 cadeiras, contra 47 da oposição, que precisa conquistar quatro assentos para assumir o controle da Casa.

Caso os democratas conquistem a maioria em uma ou nas duas Casas, Trump terá mais dificuldades para aprovar projetos e avançar com suas prioridades. A oposição também poderá intensificar as investigações sobre o governo, convocar autoridades para prestar esclarecimentos e ampliar a fiscalização das ações do Executivo.

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