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SLC Agrícola projeta ampliar área plantada para 854,4 mil hectares na safra 2026/27

Publicado 08/10/2026 • 10:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • SLC Agrícola projeta ampliar a área plantada em 2,2% na safra 2026/27, alcançando 854,4 mil hectares, impulsionada principalmente pelo algodão de segunda safra e pela soja.
  • Companhia prevê aumento da produtividade nas principais culturas, com crescimento de 2,8% no milho, 1,1% na soja e até 0,9% no algodão.
  • Custo médio de produção deve subir 2,2%, para R$ 7.217 por hectare, pressionado pelos fertilizantes e pela inflação, enquanto a empresa projeta vender 112,5 mil bovinos em 2027.
SLC Agrícola

Divulgação

A SLC Agrícola planeja ampliar sua área plantada para 854,4 mil hectares na safra 2026/27, um crescimento de 2,2% em relação aos 836,1 mil hectares previstos para o ciclo anterior. A projeção foi apresentada em fato relevante divulgado ao mercado que também reúne estimativas de produtividade, custos de produção, comercialização de bovinos e produção de sementes.

O aumento da área será concentrado principalmente no algodão de segunda safra e na soja. A companhia prevê ainda uma reorganização da distribuição das culturas, com redução do espaço destinado ao milho de segunda safra e ampliação de outras atividades agrícolas.

Segundo a empresa, parte dessa mudança está relacionada aos investimentos em irrigação, que permitem ampliar o cultivo de algodão após a colheita de outras culturas. O planejamento também considera a rotação das lavouras e a busca por melhores resultados econômicos.

Algodão de segunda safra lidera expansão

A área destinada ao algodão de segunda safra deverá alcançar 108,2 mil hectares, alta de 12,2% em relação ao ciclo 2025/26. Em contrapartida, o algodão de primeira safra terá redução de 10,8%, passando para 92,2 mil hectares.

Com essas mudanças, a área total de algodão ficará praticamente estável, em aproximadamente 200,4 mil hectares, crescimento de 0,3%. A soja continuará sendo a principal cultura da SLC Agrícola em extensão territorial. A previsão é de 442,1 mil hectares, aumento de 2,9% na comparação anual. Com isso, a oleaginosa representará 51,7% de toda a área planejada para a próxima safra.

Já o milho de segunda safra deverá ocupar 154,6 mil hectares, recuo de 2,3%. A participação do cereal no planejamento total será de 18,1%.

As demais culturas, que incluem sorgo, trigo, sementes de plantas de cobertura e outras atividades, terão expansão de 18,4%, atingindo 57,3 mil hectares. A companhia ressalta que os números representam estimativas iniciais e poderão sofrer alterações conforme as condições climáticas.

Leia também: SLC Agrícola fecha acordo com Grupo Radar e vai adquirir 8,9 mil hectares no MS por R$ 669 milhões

Produtividade deve crescer nas principais lavouras

Além da expansão territorial, a SLC Agrícola trabalha com a expectativa de aumento da produtividade na safra 2026/27. Para a soja, a estimativa é de 4.080 quilos por hectare, ante 4.036 quilos previstos no ciclo anterior, avanço de 1,1%.

No milho de segunda safra, a produtividade projetada passa de 7.738 para 7.957 quilos por hectare, crescimento de 2,8%, o maior percentual entre as principais culturas.

No algodão, os ganhos esperados são menores. A produção de pluma por hectare deverá atingir 2.075 quilos na primeira safra, aumento de 0,4%, e 2.000 quilos na segunda, elevação de 0,9%.

As estimativas levam em consideração o potencial produtivo das lavouras e as tendências de rendimento observadas pela empresa.

Fertilizantes pressionam custos de produção

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O orçamento da SLC Agrícola também aponta aumento das despesas agrícolas. O custo médio de produção deverá chegar a R$ 7.217 por hectare em 2026/27, alta de 2,2% sobre os R$ 7.062 considerados na comparação com o ciclo anterior. A principal pressão vem da elevação dos preços dos fertilizantes cotados em dólar, além da inflação estimada em 4% para o período.

Parte desse impacto poderá ser compensada pela redução dos preços dos defensivos agrícolas no mercado internacional e pela valorização do real. No planejamento financeiro, a empresa considera uma cotação média de R$ 5,20 por dólar, abaixo dos R$ 5,45 utilizados no orçamento anterior.

A exposição à moeda americana permanece relevante: 57% dos custos de produção estão vinculados ao dólar, enquanto os outros 43% são denominados em reais. Entre as culturas, o milho de segunda safra deverá registrar a maior alta proporcional de custos, de 3,8%, chegando a R$ 4.510 por hectare. Na soja, a despesa estimada é de R$ 5.292 por hectare, crescimento de 2,1%.

Para o algodão, os valores previstos são de R$ 14.102 por hectare na primeira safra e R$ 13.088 na segunda, aumentos de 1,8% e 1,9%, respectivamente.

Empresa apresenta posições de proteção de preços e câmbio

O documento também detalha operações destinadas a reduzir a exposição às oscilações das cotações agrícolas e do dólar. Para a safra 2026/27, a SLC Agrícola informou que 52,9% da produção projetada de soja possui proteção de preço, com referência média de US$ 12,36 por bushel. No algodão, o percentual chega a 62,2%, com preço médio de 79,14 centavos de dólar por libra-peso.

No milho, as operações de proteção de preços abrangem 6,3% da produção estimada, com valor equivalente a R$ 53,04 por saca.

Em relação ao câmbio, a companhia informou coberturas de 23,8% para a soja, 23% para o algodão e 6,3% para o milho. Essas operações buscam limitar os efeitos das variações cambiais sobre os resultados financeiros.

Pecuária e sementes integram planejamento para 2027

Fora da produção de grãos e fibras, a SLC Agrícola também apresentou suas metas para a pecuária e o segmento de sementes.

Na atividade pecuária, a previsão é comercializar 112,5 mil cabeças de gado ao longo de 2027, conforme o planejamento operacional da empresa.

Para a produção de sementes, a estimativa total é de 86.280 big bags, embalagens de grande capacidade utilizadas no armazenamento e transporte de produtos agrícolas.

A maior parcela será composta por sementes de soja, com previsão de 76 mil big bags. O restante estará dividido entre sementes de algodão, com 6.280 unidades, e braquiária, com 4 mil.

O volume produzido deverá atender às vendas para terceiros, às operações entre empresas do grupo e ao consumo nas próprias unidades agrícolas.

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