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Starbucks é condenada a pagar US$ 50 milhões a cliente por queimaduras graves
Publicado 18/03/2025 • 13:50 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 18/03/2025 • 13:50 | Atualizado há 1 ano
Unsplash
Logotipo da Starbucks
A Starbucks foi condenada a pagar US$ 50 milhões a um cliente que sofreu queimaduras quando um chá quente derramou em seu colo em um drive-thru na Califórnia.
Os advogados de Michael Garcia afirmam que, em fevereiro de 2020, um funcionário que lhe entregou três bebidas extragrandes não encaixou corretamente uma delas no suporte de papelão.
Ao pegar a bandeja, o copo tombou, “causando queimaduras de terceiro grau no pênis, virilha e parte interna das coxas”, segundo um comunicado do escritório Trial Lawyers for Justice.
“Após uma hospitalização e múltiplos enxertos de pele, Michael vive há cinco anos com desfiguração, dor, disfunção e danos psicológicos causados pelas queimaduras.”
O escritório, especializado em ações sem custo para o cliente em caso de derrota, afirmou que a Starbucks negou responsabilidade pelo ocorrido. Antes do julgamento, a empresa ofereceu um acordo de US$ 30 milhões, mas recusou o pedido de desculpas públicas e a mudança nas políticas exigidas por Garcia, levando o caso ao tribunal.
Na última sexta-feira (14), um júri em Los Angeles concedeu a Garcia uma indenização de US$ 50 milhões, valor que pode ultrapassar US$ 60 milhões com juros, custos processuais e honorários advocatícios.
“A Starbucks Corporation negou consistentemente sua responsabilidade durante cinco anos, até e durante o julgamento, tentando se esquivar da culpa”, disse o comunicado dos advogados.
“O julgamento foi um exemplo clássico de defesa infundada e de culpabilização da vítima. Estamos orgulhosos de Michael por ter a coragem de contar sua história.”
Um porta-voz da Starbucks afirmou que a empresa vai recorrer da decisão.
“Simpatizamos com o Sr. Garcia, mas discordamos da decisão do júri de que fomos responsáveis pelo incidente e consideramos os danos concedidos excessivos”, declarou Jaci Anderson, diretora de comunicação corporativa, em nota à AFP.
“Sempre nos comprometemos com os mais altos padrões de segurança em nossas lojas, incluindo o manuseio de bebidas quentes.”
O caso lembra um processo histórico de 1994 contra o McDonald’s no Novo México, quando Stella Liebeck, de 79 anos, recebeu mais de US$ 2,8 milhões após derramar café quente sobre si mesma.
Embora a indenização tenha sido reduzida em apelação, o caso Liebeck tornou-se um símbolo da reforma do sistema de responsabilidade civil nos EUA, frequentemente citado como exemplo da rapidez com que os americanos recorrem à Justiça.
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