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Taxa Selic em 15% é ‘contracionista’, afirma economista
Publicado 30/07/2025 • 22:20 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 30/07/2025 • 22:20 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Em entrevista exclusiva para o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos comentou os efeitos da decisão do Copom de manter a taxa Selic em 15% e do anúncio da assinatura do decreto das tarifas sobre as importações brasileiras.
De acordo com Salto, a taxa Selic em 15% representa uma taxa real de cerca de 9%, que está muito acima da meta estipulada de 3%. Ele afirma que a política monetária é “bastante contracionista” e já está produzindo efeitos de desaceleração na economia brasileira. “A meta de 3% não tem nada a ver com as condições estruturais e econômicas que o Brasil apresenta”, apontou.
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“A expectativa é de que a taxa de juros elevada seja de desacelerar, desaquecer a atividade econômica para fazer com que as expectativas de inflação convirjam a meta de 3%”, afirmou.
O economista também destacou que, no futuro, seria necessário rever a meta da taxa de juros do país para que ela seja mais condizente com a situação atual do Brasil.
Sobre a próxima reunião do Copom, Salto afirmou que há duas possibilidades. A primeira seria da taxa de câmbio que ao longo do tempo pode apresentar uma volatilidade que afetará a inflação. A segunda seria a atividade econômica que pode gerar uma oferta interna maior, se as exportações diminuírem com as tarifas.
Além disso, ele recomendou o uso de bandas fiscais como auxílio emergencial para pequenas empresas que forem prejudicadas pelas tarifas de 50%, evitando o uso de subsídios. “A política tem que ser de contenção de danos”, afirmou sobre a possiblidade do governo precisar ajudar essas empresas no curto prazo.
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