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TBG fecha 2025 com lucro de R$ 449 milhões e amplia participação de clientes fora da Petrobras

Publicado 28/09/2026 • 14:15 | Atualizado há 59 minutos

KEY POINTS

  • Lucro líquido de R$ 449 milhões em 2025, ante R$ 458 milhões no ano anterior.
  • Receita com clientes fora da Petrobras avançou de R$ 292 milhões para R$ 723 milhões.
  • Base de clientes cresceu de 7 para 16, enquanto o volume transportado mais que dobrou.

A Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 449 milhões, resultado 2% inferior aos R$ 458 milhões registrados no ano anterior. A receita operacional líquida também recuou, passando de R$ 1,69 bilhão em 2024 para R$ 1,49 bilhão no último exercício, uma queda de aproximadamente 12%.

Apesar da redução dos indicadores consolidados, as demonstrações financeiras mostram uma mudança na composição das receitas da transportadora. Os negócios com clientes fora da Petrobras ganharam espaço ao longo do ano, acompanhados pelo aumento do número de empresas atendidas e do volume de gás transportado.

Receita com outros clientes mais que dobra

A receita bruta obtida com clientes que não fazem parte do Sistema Petrobras chegou a R$ 723 milhões em 2025. Um ano antes, esse grupo havia gerado R$ 292 milhões. O avanço foi de cerca de 148%.

Desse total, R$ 602 milhões vieram diretamente da prestação de serviços de transporte. Outros R$ 68 milhões foram associados a direitos de capacidade contratada e não utilizados, mecanismo conhecido como ship-or-pay, e R$ 53 milhões tiveram origem em serviços relacionados ao balanceamento da rede.

O crescimento ocorreu em paralelo à ampliação da base de clientes. A TBG terminou 2025 atendendo 16 empresas, contra sete no encerramento de 2024. O volume transportado para esse grupo subiu de 60,6 milhões para 141,7 milhões de MMBTU no período, mais que o dobro do registrado no exercício anterior. Segundo a companhia, a entrada de novos clientes foi o principal fator para o aumento dessa receita.

Leia também: Petrobras registra US$ 16,4 bilhões em pagamentos ao governo ligados à exploração de petróleo e gás

Petrobras ainda concentra parcela relevante dos negócios

A Petrobras permanece como principal cliente e controladora da TBG. A estatal detém 51% das ações com direito a voto da transportadora, que opera o trecho brasileiro do Gasoduto Bolívia-Brasil.

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Em 2025, a receita bruta de prestação de serviços ligada à Petrobras somou R$ 1,1 bilhão, abaixo dos R$ 1,77 bilhão registrados em 2024. A redução nessa parcela dos negócios ajuda a explicar por que a receita total da companhia caiu mesmo com a expansão das operações com outros contratantes.

A receita bruta total da TBG ficou em R$ 1,82 bilhão no ano, ante R$ 2,06 bilhões em 2024. Após a dedução dos tributos incidentes sobre o faturamento, a receita operacional líquida alcançou R$ 1,49 bilhão.

Custos aumentam e margem fica menor

Ao mesmo tempo em que a receita diminuiu, o custo dos serviços prestados avançou de R$ 665 milhões para R$ 718 milhões. Com isso, o lucro bruto caiu de R$ 1,02 bilhão em 2024 para R$ 769 milhões em 2025. As despesas gerais e administrativas também cresceram, de R$ 160 milhões para R$ 176 milhões.

Parte do aumento dos custos operacionais veio da depreciação e amortização, que passou de R$ 223 milhões para R$ 265 milhões. A companhia também registrou gastos maiores com pessoal e serviços de apoio operacional, enquanto o custo fixo de balanceamento da rede apresentou redução.

O resultado financeiro, porém, melhorou no período. A TBG apurou saldo financeiro positivo de R$ 100 milhões em 2025, depois de resultado negativo de R$ 153 milhões no ano anterior. A companhia atribuiu a mudança principalmente à valorização do real frente ao dólar ao longo do exercício.

Com esses efeitos combinados, o lucro antes dos impostos ficou em R$ 681 milhões. Após R$ 232 milhões em imposto de renda e contribuição social, o lucro líquido do exercício chegou a R$ 449 milhões.

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