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Time Out Market estreia no Brasil em 2027 com investimento de mais de R$ 100 milhões e 17 operações gastronômicas
Publicado 11/10/2026 • 17:30 | Atualizado há 35 minutos
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Publicado 11/10/2026 • 17:30 | Atualizado há 35 minutos
KEY POINTS
O Time Out Market prepara sua entrada no mercado brasileiro com a abertura de uma unidade no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em São Paulo. Previsto para o primeiro trimestre de 2027, o empreendimento ocupará uma área de aproximadamente 3.250 metros quadrados e reunirá 17 operações gastronômicas, além de bares e espaços destinados a eventos culturais.
A iniciativa marca a estreia da rede na América do Sul e envolve acordos comerciais com empresas, como Nomad. Entre as parcerias anunciadas, está um contrato de dez anos com a fintech, que prevê investimentos superiores a R$ 100 milhões ao longo do período.
O espaço terá capacidade para receber entre 750 e 800 pessoas simultaneamente. A expectativa da administração é alcançar um fluxo de aproximadamente 2 milhões de visitantes por ano, entre moradores da capital paulista e turistas.
A unidade brasileira, segundo a Exame, será instalada no primeiro pavimento do Conjunto Nacional, edifício inaugurado na década de 1950 e localizado em um dos principais corredores comerciais de São Paulo.
As obras começaram em maio de 2026 e envolvem a adaptação da estrutura existente para receber cozinhas profissionais, restaurantes, bares e áreas de convivência. O projeto também prevê a preservação de características arquitetônicas originais do imóvel.
A transformação do espaço exige intervenções nos sistemas de circulação, climatização, exaustão e infraestrutura das cozinhas. Parte das obras ocorre enquanto outras atividades do edifício, como escritórios, apartamentos e estabelecimentos comerciais, continuam funcionando.
Diferentemente de algumas unidades internacionais, nas quais os restaurantes ficam concentrados em áreas internas, o projeto paulista pretende aproveitar a relação do edifício com a cidade. Estão previstas mesas próximas às janelas, áreas de convivência voltadas para o entorno e utilização das varandas do Conjunto Nacional.
A escolha do endereço foi resultado de negociações conduzidas por Benjamin Ramalho, CEO do Time Out Market Brasil, responsável pela implantação da operação no país.
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Criado a partir da marca editorial Time Out, o modelo de mercado gastronômico surgiu em Lisboa, em 2014, reunindo restaurantes e profissionais selecionados em um mesmo ambiente. A proposta combina estabelecimentos gastronômicos com uma programação de entretenimento, arte e atividades culturais. Atualmente, a rede mantém operações em diferentes cidades internacionais, incluindo Nova York, Barcelona e Dubai.
No Brasil, o empreendimento contará com restaurantes comandados por chefs reconhecidos, profissionais em ascensão e representantes de diferentes segmentos da culinária. A composição buscará incluir tanto pratos tradicionais quanto propostas contemporâneas, além de opções de comida rápida.
O formato permite que diferentes estabelecimentos compartilhem áreas de atendimento e consumo, enquanto mantêm suas próprias operações gastronômicas.
A seleção dos participantes está em andamento. A previsão é divulgar uma primeira relação de chefs ainda em 2026, enquanto a lista definitiva e a data exata de inauguração deverão ser confirmadas posteriormente.
O espaço também contará com um café, que poderá funcionar antes dos demais estabelecimentos, e uma cozinha-estúdio destinada a workshops, aulas e demonstrações gastronômicas.
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Siga o Times | CNBCUm dos principais acordos comerciais do projeto foi firmado com a Nomad, empresa brasileira de serviços financeiros internacionais.
O contrato estabelece uma parceria de dez anos, com investimentos previstos superiores a R$ 100 milhões. O montante corresponde ao compromisso comercial da fintech com o empreendimento ao longo desse período e não representa, necessariamente, o custo total de implantação do Time Out Market.
A participação da Nomad será estruturada em diferentes frentes. A empresa terá restaurante e espaço próprios, com cardápios desenvolvidos por chefs brasileiros e internacionais, além da possibilidade de colaboração com marcas estrangeiras de gastronomia.
O acordo também prevê benefícios para clientes da fintech, incluindo prioridade na reserva de mesas e acesso a experiências específicas.
Na área de marketing, estão previstas ações conjuntas, eventos, aulas gastronômicas, premiações e produção de conteúdo editorial. A companhia também pretende instalar uma estrutura de atendimento na entrada do mercado, com equipamentos que permitirão aos visitantes abrir contas e solicitar a emissão de cartões físicos.
A parceria faz parte da estratégia de expansão da presença internacional da Nomad. Há planos para estender iniciativas semelhantes a unidades do Time Out Market em cidades como Lisboa e Nova York.
Além da operação gastronômica, o empreendimento pretende integrar atividades relacionadas à cultura e ao turismo da capital paulista. A programação deverá incluir exposições, eventos de arte, design, moda e experiências gastronômicas. Também estão previstas iniciativas relacionadas a datas comemorativas e eventos tradicionais da cidade, como festas juninas.
A administração planeja estabelecer parcerias com instituições localizadas na Avenida Paulista. O espaço contará ainda com profissionais destinados a orientar visitantes sobre atrações turísticas e culturais da região.
A estratégia comercial considera diferentes perfis de frequentadores ao longo da semana. O público corporativo da região é visto como relevante para o movimento nos dias úteis, especialmente nos horários de almoço e após o expediente. Nos fins de semana, o foco deverá incluir moradores de outras regiões da cidade e turistas.
A proposta é ampliar as ocasiões de consumo para além das refeições, utilizando a programação cultural como uma forma de estimular visitas recorrentes.
A inauguração do Time Out Market em São Paulo também faz parte de uma estratégia de expansão regional da marca. A operação paulista poderá ser seguida por uma segunda unidade na própria cidade, mas o projeto ainda depende de estudos e negociações.
Rio de Janeiro e Buenos Aires, na Argentina, também aparecem entre os mercados considerados para futuras instalações.
A expansão está relacionada à possibilidade de reproduzir o modelo de concentração de restaurantes, bares e atividades culturais em grandes centros urbanos. A rede avalia fatores como localização, circulação de consumidores, capacidade de investimento e disponibilidade de imóveis adequados para receber operações gastronômicas de grande porte.
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