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Trump poupa setor aéreo de tarifas e decisão favorece Embraer
Publicado 23/02/2026 • 08:21 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 23/02/2026 • 08:21 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Embraer
A indústria aeroespacial ficou fora das novas tarifas comerciais anunciadas pelo governo dos Estados Unidos, em um movimento que reduz a pressão sobre um dos setores mais globalizados da economia. Segundo comunicado da Casa Branca, a alíquota de 15% não será aplicada a aeronaves e produtos relacionados, incluindo motores, componentes e simuladores de voo.
A decisão ocorre em meio a um cenário de incerteza nas políticas comerciais americanas. No mesmo dia do anúncio, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou parte relevante das tarifas anteriores impostas por Donald Trump, ao entender que a lei utilizada como base legal não autorizava a imposição unilateral dessas medidas.
Na prática, o setor aeroespacial foi preservado de uma disputa comercial que já impacta cadeias produtivas em diversas indústrias.
Leia também: China pressiona EUA por fim das tarifas e tensão comercial volta ao radar
A exclusão de aeronaves e componentes das tarifas é vista como um sinal de proteção a uma cadeia altamente integrada entre países. A indústria aeroespacial depende de fornecedores globais e de acordos internacionais, o que torna tarifas um risco direto para custos e competitividade.
O pacote de isenções inclui aeronaves civis, motores, peças, subconjuntos e simuladores, especialmente aqueles que atendem às regras do acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá.
Para o Brasil, a medida pode ter impacto direto. Empresas como a Embraer, que atuam em mercados internacionais e possuem forte presença nos Estados Unidos, tendem a se beneficiar de um ambiente sem tarifas adicionais.
Em um cenário de tensões comerciais, evitar novas barreiras ajuda a preservar margens, contratos e competitividade global.
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Siga o Times | CNBCLeia também: Brasil pode ser o maior beneficiado por nova tarifa global de Trump
A decisão da Suprema Corte mudou o cenário ao limitar o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional para impor tarifas. O tribunal entendeu que a legislação não confere ao presidente autoridade para aplicar esse tipo de medida.
Em resposta, o governo americano recorreu a outro instrumento legal, previsto na Lei de Comércio de 1974, que permite tarifas de até 15% por um período de até 150 dias em situações específicas.
Apesar da nova base jurídica, o governo optou por manter o setor aeroespacial fora da lista de produtos afetados, sinalizando uma abordagem mais seletiva.
Ainda assim, o cenário permanece em aberto. Trump indicou que pode anunciar novas tarifas nos próximos meses com base em outras ferramentas legais, o que mantém o ambiente de incerteza elevado.
Para o mercado, o episódio reforça uma tendência. Mesmo com disputas comerciais em andamento, setores considerados estratégicos e integrados globalmente tendem a ser preservados de medidas mais agressivas.
E, no caso da indústria aeroespacial, ficar de fora dessa rodada de tarifas representa um alívio relevante em um momento de reorganização das cadeias globais.
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