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Trump pressiona aliados para abrir Estreito de Ormuz, mas admite que coalizão militar ainda não está pronta

Publicado 16/03/2026 • 18:13 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Donald Trump afirmou que alguns aliados dos EUA ainda resistem a integrar uma coalizão naval para proteger petroleiros no Estreito de Ormuz, em meio à escalada do conflito com o Irã.
  • Ataques iranianos reduziram o tráfego de petroleiros na região e provocaram a maior interrupção da oferta de petróleo da história, com alta de cerca de 40% no preço do barril desde o início da guerra.
  • Líderes europeus sinalizam cautela, enquanto Reino Unido e França discutem medidas para restaurar a navegação no Golfo e a Alemanha descarta participação militar na operação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (16) que ainda enfrenta resistência de alguns aliados para formar uma coalizão naval destinada a escoltar petroleiros no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.

Alguns estão muito entusiasmados e outros estão menos entusiasmados”, disse Trump a jornalistas durante uma coletiva de imprensa. Segundo ele, alguns países podem simplesmente optar por não participar da operação, apesar da pressão de Washington.

O presidente tem pressionado aliados a enviar forças militares para garantir a retomada das exportações de petróleo pela rota marítima, cujo tráfego de petroleiros despencou após ataques iranianos na região. A interrupção provocou a maior disrupção de oferta de petróleo já registrada, com alta de cerca de 40% nos preços do barril desde o início da guerra.

Leia também: Trump diz que Irã tem ‘pouquíssimas’ opções restantes e cobra ajuda internacional no Estreito de Ormuz

Trump afirmou que diversos países já indicaram disposição de participar da coalizão, mas evitou revelar quais seriam. Segundo ele, a Casa Branca divulgará em breve uma lista das nações que aceitaram integrar a iniciativa.

Numerosos países me disseram que estão a caminho”, afirmou o presidente.

Pressão sobre aliados europeus

Trump também afirmou que o Reino Unido demonstrou hesitação em aderir à operação militar. Segundo ele, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, relutou em atender ao pedido americano de enviar dois porta-aviões para a região.

Ele realmente não queria fazer isso”, disse Trump. “Não fiquei satisfeito com o Reino Unido. Acho que eles vão se envolver, mas deveriam participar com entusiasmo. Estamos protegendo esses países há anos com a Otan.”

Starmer afirmou nesta segunda-feira que o governo britânico está trabalhando com aliados para restaurar a liberdade de navegação no Golfo Pérsico, mas reconheceu que a operação será complexa.

Leia também: AIE diz que países podem liberar mais petróleo do estoque estratégico, se necessário

Precisamos reabrir o Estreito de Ormuz para restaurar a estabilidade no mercado, mas isso não é uma tarefa simples”, disse o premiê britânico.

França e Alemanha adotam posições distintas

Trump disse também ter conversado com o presidente francês, Emmanuel Macron, sobre a possibilidade de escoltar petroleiros na região.

Acho que ele vai ajudar”, afirmou o presidente americano, acrescentando que prefere não pressionar excessivamente aliados. “Minha atitude é que não precisamos de ninguém. Somos a nação mais forte do mundo.”

Macron declarou no domingo, em publicação nas redes sociais, que a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz “deve ser restaurada o mais rápido possível”. A França já enviou um grupo de ataque com porta-aviões ao Mediterrâneo Oriental, em postura classificada como defensiva.

Já o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que Berlim não participará de uma missão naval no Golfo Pérsico. Segundo ele, a Alemanha não foi consultada pelos Estados Unidos e por Israel antes do início da guerra.

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Enquanto a guerra continuar, não participaremos de operações militares no Estreito de Ormuz para garantir a navegação”, afirmou Merz. “Não temos conhecimento de um plano claro de como essa operação poderia ser bem-sucedida.”

EUA ainda não estão prontos para escoltar petroleiros

Apesar da pressão por uma coalizão internacional, os próprios Estados Unidos ainda não estão prontos para iniciar operações de escolta naval na região, segundo autoridades americanas.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que a Marinha americana ainda não tem condições de iniciar imediatamente a operação, já que os recursos militares estão concentrados na ofensiva contra a infraestrutura militar iraniana.

Isso vai acontecer relativamente em breve, mas não pode acontecer agora”, disse Wright. “Todos os nossos ativos militares estão focados em destruir as capacidades ofensivas do Irã e as instalações que sustentam essa capacidade.”

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