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Trump repercute fala do filho que liga avanço da direita na América Latina ao fim da USAID
Publicado 07/10/2026 • 10:00 | Atualizado há 41 minutos
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Publicado 07/10/2026 • 10:00 | Atualizado há 41 minutos
KEY POINTS
Reprodução White House
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, republicou no Truth Social uma manifestação de seu filho mais velho, Donald Trump Jr., que atribuiu os recentes resultados eleitorais favoráveis à direita na América Latina ao desmonte da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
A publicação foi feita após o primeiro turno da eleição presidencial brasileira, que levou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Ao compartilhar a mensagem do filho, Trump corrobora a tese defendida por integrantes de seu grupo político: a de que recursos destinados pelos Estados Unidos a organizações e programas no exterior teriam influência sobre disputas políticas locais.
Donald Trump Jr. afirmou que o enfraquecimento da agência teria alterado o cenário político da região. “Desde que desmontamos a USAID, a esquerda não ganhou uma única eleição presidencial na América Latina”, escreveu.
Na sequência, ele acusou programas financiados com recursos públicos americanos de favorecer grupos de uma mesma orientação política. “Bilhões em dinheiro dos contribuintes financiavam ONGs, programas de ‘democracia’ e redes de ativistas que convenientemente sempre apoiavam o mesmo lado”, afirmou.
Trump Jr. também classificou esse tipo de financiamento como interferência política. “Eles chamavam isso de ajuda, mas era interferência eleitoral”, escreveu.
Leia também: Marco Rubio diz que governo americano acompanha a disputa eleitoral no Brasil: ‘vamos ver como isso se desenrola’
Donald Trump Jr. também mencionou Elon Musk e atribuiu ao empresário participação importante nos esforços para reduzir a estrutura da agência. “Obrigado, Elon Musk, por trazer isso à luz. O golpe acabou”, escreveu.
Musk também se manifestou publicamente sobre a atuação da USAID e fez acusações semelhantes.
“A USAID se envolveu em interferência eleitoral e mudanças de regime em todo o mundo, causando imensos conflitos”, afirmou o empresário.
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Siga o Times | CNBCO debate sobre a USAID passou a incluir referências ao Brasil. No ano passado, Mike Benz, ex-funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos, afirmou que os gastos da agência no país aumentaram após a vitória de Jair Bolsonaro na eleição de 2018.
Segundo Benz, o crescimento dos recursos teria sido direcionado a projetos executados durante o governo Bolsonaro.
Programas da USAID historicamente incluíram iniciativas em áreas como democracia, meio ambiente, saúde, educação, direitos humanos e desenvolvimento econômico.
A controvérsia está justamente na interpretação desse financiamento: críticos da agência o tratam como instrumento de influência política, enquanto seus defensores o classificam como parte da política externa e da cooperação internacional dos Estados Unidos.
Criada em 1961, durante o governo de John F. Kennedy, a USAID tornou-se uma das principais instituições responsáveis pela execução da política americana de assistência internacional.
Ao longo de décadas, a agência financiou projetos em mais de uma centena de países, com iniciativas voltadas para saúde pública, segurança alimentar, agricultura, educação, combate à pobreza, resposta a desastres e fortalecimento institucional.
A atuação também fazia parte da estratégia diplomática dos Estados Unidos, funcionando como uma ferramenta de aproximação com governos, organizações e comunidades em diferentes regiões.
No governo Trump, a agência passou por uma forte redução de estrutura, orçamento e pessoal. A administração americana justificou as medidas como parte de uma política de corte de gastos e revisão das prioridades da atuação dos Estados Unidos no exterior.
A discussão ganhou maior visibilidade após o primeiro turno da eleição presidencial brasileira. O resultado do último domingo colocou Flávio Bolsonaro e Lula na disputa direta pela Presidência. O candidato do PL liderou o primeiro turno com 47,03% dos votos, enquanto o atual presidente registrou 45,16%.
Integrantes do governo americano também comentaram o processo eleitoral brasileiro. O secretário de Estado, Marco Rubio, por exemplo, afirmou que a realização do segundo turno estava dentro do cenário esperado. Trump, por sua vez, fez comentários positivos sobre a condução e a rapidez da apuração eleitoral brasileira, apesar de ter confundido o Brasil com a Índia.
Posteriormente, o republicano classificou o desempenho de Bolsonaro como impressionante.
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