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Universo TOTVS 2026: IA avança nas empresas, mas resultados ainda esbarram em desafios de segurança e gestão
Publicado 13/10/2026 • 13:20 | Atualizado há 45 minutos
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Publicado 13/10/2026 • 13:20 | Atualizado há 45 minutos
KEY POINTS
A adoção da inteligência artificial (IA) no ambiente corporativo já é uma realidade, mas transformar a tecnologia em resultados financeiros e operacionais ainda representa um desafio para muitas empresas. O tema está entre os principais assuntos do Universo TOTVS 2026, realizado nesta terça-feira (13) e quarta-feira (14), no Expo Center Norte, em São Paulo.
O encontro reúne executivos, especialistas e profissionais de diferentes setores para debater a aplicação da IA na gestão dos negócios, com atenção à segurança das informações, à governança de dados e à viabilidade econômica dos investimentos.
A programação também aborda automação de processos, integração de sistemas, pagamentos digitais, crédito, cibersegurança e os impactos da reforma tributária sobre as operações empresariais.
Apesar do avanço da tecnologia, a incorporação da IA às atividades empresariais não garante, por si só, maior eficiência. Para obter benefícios, as organizações precisam estruturar seus processos, organizar as informações e estabelecer mecanismos de controle que reduzam o risco de erros.
Segundo Alexandre Apendino, vice-presidente de Atendimento e Relacionamento da TOTVS, a experiência das empresas mostra que a implantação dessas ferramentas pode trazer dificuldades que não eram previstas inicialmente.
“Todo mundo já está usando, mas as empresas perceberam que não é tão simples quanto parece. O que a gente vem notando é que a inteligência artificial, ao invés de simplificar alguns negócios, os deixou um pouco mais complexos”, afirma.
O executivo destaca que a confiabilidade é especialmente importante em atividades que envolvem obrigações financeiras e legais. Falhas no processamento da folha de pagamento, na quitação de fornecedores ou no recolhimento de impostos podem causar prejuízos e comprometer as operações.
Leia também: EXCLUSIVO: TOTVS amplia investimentos em IA e planeja novas ferramentas para empresas
As áreas administrativas, financeiras e jurídicas estão entre as que apresentam maior potencial de aproveitamento da inteligência artificial nesta fase de adoção.
Nesses departamentos, a tecnologia pode auxiliar na execução de tarefas repetitivas, no tratamento de informações e na organização de procedimentos internos. A proposta é reduzir o tempo gasto com atividades operacionais e permitir que os profissionais se dediquem a funções que exigem análise e tomada de decisão.
Apendino ressalta, porém, que a automatização não elimina a necessidade de manter regras e verificações.
“A burocracia não é ruim; ela é boa. Ela traz governança e segurança para a empresa, mas ela vem para ajudar nesses processos e nas áreas jurídicas. Então, começa por essas áreas internas, administrativas, é aí que ela vai ter realmente um ganho”, avalia.
Outro ponto discutido no evento é a distância entre experimentar ferramentas de IA e incorporá-las de maneira eficiente à rotina das organizações.
De acordo com Apendino, embora muitas companhias já tenham iniciado projetos nessa área, uma parcela ainda não conseguiu identificar benefícios concretos que justifiquem os investimentos realizados.
“Muita gente embarcou, mas são poucas as empresas que estão tirando um retorno concreto”, afirma.
O executivo explica que o uso individual da inteligência artificial, como na elaboração de textos ou na busca de informações, é diferente da aplicação em processos corporativos. Nas empresas, a tecnologia precisa funcionar de forma integrada aos sistemas existentes e considerar os profissionais envolvidos em cada atividade.
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Siga o Times | CNBC“Na empresa, você tem processos envolvidos, você tem pessoas envolvidas. Muitas empresas ainda não tiram valor da inteligência artificial”, acrescenta.
Na avaliação do vice-presidente da TOTVS, as organizações com grande concentração de funcionários em atividades administrativas estão entre as que mais avançam na utilização da inteligência artificial.
É o caso dos setores de serviços e educação, nos quais parte significativa das operações depende da interação entre profissionais, da circulação de informações e da execução de procedimentos internos.
O cenário é diferente em atividades industriais e logísticas, que possuem características operacionais específicas e demandam outras formas de aplicação da tecnologia.
“Há empresas que têm áreas administrativas, que dependem muito mais de pessoas, de processos que é onde as pessoas se envolvem, elas estão tirando mais vantagem da inteligência artificial”, observa Apendino.
A transformação do relacionamento com os consumidores também integra os debates sobre o uso corporativo da inteligência artificial.
Ferramentas automatizadas já podem assumir parte dos contatos realizados por chats e serviços de telemarketing. Entretanto, a substituição de determinadas tarefas não significa que todas as interações devam ocorrer sem a participação de profissionais.
Para Apendino, a atuação humana continuará necessária no desenvolvimento de soluções, na definição dos procedimentos e nas decisões que orientam o atendimento.
“No meu ponto de vista, o humano vai seguir indispensável porque tem a parte de criação, de tomar decisão e de criar o processo que atenderá as pessoas”, afirma.
O executivo também alerta para o risco de a automação prejudicar a experiência do consumidor quando não há atenção à qualidade da comunicação.
“Tem que tomar aquele cuidado para não ficar um atendimento impessoal e você perder controle da relação com o cliente, que ela é muito importante”, destaca.
O Universo TOTVS 2026 ocorre das 8h às 20h, durante os dois dias de programação. Entre os espaços previstos estão o LYNN, dedicado à inteligência artificial voltada ao mercado empresarial, a Arena Dev e o Code No Code, além das atividades das Universidades TOTVS.
O agronegócio também conta com uma trilha específica, voltada às possibilidades de aplicação da inteligência artificial no setor.
Entre os participantes anunciados estão o CEO da TOTVS, Dennis Herszkowicz, o chairman da companhia, Laércio Cosentino, e o músico Alok.
Na edição anterior, o encontro recebeu mais de 20 mil participantes. Em 2026, as discussões têm como um dos principais focos a passagem dos projetos experimentais de inteligência artificial para aplicações permanentes nas empresas, considerando custos, segurança e resultados mensuráveis.
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