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Zelensky diz na ONU que Lula fará o ‘possível para trazer a paz para mais perto da Ucrânia’
Publicado 24/09/2025 • 20:47 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 24/09/2025 • 20:47 | Atualizado há 1 ano
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Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reuniram-se nesta quarta-feira (24) durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. O líder ucraniano elogiou a “posição clara” do petista e disse que o brasileiro se comprometeu a fazer o “possível para trazer a paz para mais perto da Ucrânia”.
Em mensagem no Telegram, Zelensky classificou o encontro como “significativo” e ressaltou que é necessária “forte pressão internacional sobre a Rússia para remover os bloqueios ao diálogo”. O presidente ucraniano relatou ter informado Lula sobre a situação no front e elogiou a “disposição do Brasil em desempenhar um papel no processo de paz”.
Segundo comunicado do governo brasileiro, Lula afirmou que uma resposta militar não será suficiente para encerrar o conflito com a Rússia e defendeu que um acordo sobre os termos de um cessar-fogo seja o primeiro passo em direção a negociações de paz. O líder brasileiro destacou ainda a necessidade de maior envolvimento das Nações Unidas em uma solução que considere as preocupações de segurança de ambos os lados.
Após a reunião, que durou cerca de uma hora, Zelensky disse a jornalistas que valorizou “os sinais do Brasil em favor de um cessar-fogo e da paz para o povo ucraniano”.
Além da guerra, os dois líderes também discutiram questões relacionadas a comércio e economia, deixando em aberto novos tópicos para futuras conversas.
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Mais cedo, no plenário da ONU, Zelensky havia feito um discurso veemente pedindo às potências mundiais que ajudem a interromper a guerra da Rússia. Ele alertou para uma perigosa corrida armamentista, intensificada pelo avanço da inteligência artificial e de drones militares, e defendeu regras globais para limitar esse tipo de tecnologia.
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Siga o Times | CNBCO presidente acusou Vladimir Putin de tentar expandir o conflito para além da Ucrânia e afirmou que “parar a Rússia agora é mais barato do que imaginar quem será o primeiro a criar um drone simples carregando uma ogiva nuclear”.
Segundo Zelensky, a corrida atual já é “a mais destrutiva da história da humanidade” e reflete a fragilidade do direito internacional. Em outro gesto, o ucraniano anunciou que Kiev pretende abrir a exportação de armas para aliados, oferecendo sistemas de defesa testados em combate como parte da segurança coletiva. “Estamos prontos para fazer com que nossas armas modernas se tornem a sua segurança moderna”, afirmou.
O presidente ainda apontou supostas violações do espaço aéreo de países da OTAN por drones e caças russos, como na Polônia e na Estônia, como prova de que Moscou estaria ampliando sua ofensiva. “Agora, drones russos já estão sobrevoando a Europa, e as operações russas já estão se espalhando por vários países. Putin quer continuar esta guerra expandindo-a, e ninguém pode se sentir seguro agora”, disse.
As declarações ocorreram um dia após Zelensky se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que surpreendeu ao adotar tom mais duro contra Moscou. Trump afirmou que Kiev poderia recuperar todo o território ocupado e até mesmo “ir além”, além de apoiar o abate de caças russos que violassem o espaço aéreo da OTAN.
O vice-presidente americano, JD Vance, disse que Trump está ficando “incrivelmente impaciente” com a Rússia e que uma recusa em negociar de boa-fé seria “muito ruim” para o país.
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