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A “Festa dos Chips” é só o começo: por que a próxima fortuna da IA não virá de quem fabrica, mas de quem usa
Publicado 21/01/2026 • 08:00 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 21/01/2026 • 08:00 | Atualizado há 5 meses
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Se você ainda está alocando todo o seu capital de risco apenas nas fabricantes de hardware e semicondutores para surfar a onda da Inteligência Artificial, pode estar olhando para o retrovisor. A tese de investimento mudou.
Embora a demanda por processamento continue brutal, com os resultados recentes da TSMC provando que o investimento em capital (capex) para IA segue intacto e a demanda por computação permanece forte, o "dinheiro inteligente" está começando a migrar. Segundo relatório estratégico do UBS, estamos diante de uma clássica "passagem de bastão": a liderança de performance do mercado deve sair dos enablers (quem viabiliza a tecnologia) para os users (quem a utiliza para gerar caixa).
O banco mantém a convicção de que a IA é o motor estrutural dos próximos anos, mas alerta: o catch-up (recuperação) de valuation agora está em dois setores que muitos investidores de tecnologia ignoram por distração: Financeiro e Saúde.
Esqueça a imagem dos bancos como velhas instituições burocráticas. O setor financeiro está se tornando um dos maiores beneficiários da eficiência via IA, apoiado por fundamentos favoráveis.
A volatilidade recente causada pela proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, de limitar os juros do cartão de crédito por um ano assustou os investidores na semana passada. A visão do UBS? Ruído. O banco questiona a capacidade real da administração de implementar tal teto e classifica qualquer impacto como "temporário e gerenciável".
O que importa são os fundamentos, que estão gritando compra:
Enquanto o mercado discute chips, quase um bilhão de pessoas no mundo vivem com obesidade. O setor de saúde oferece uma combinação rara de defesa e crescimento explosivo, agora com maior clareza política sobre preços de medicamentos (política MFN).
O UBS aponta que a performance do setor já melhorou significativamente nos últimos meses, mas o "pulo do gato" para este ano está nos catalisadores clínicos:
Para quem acha que o mercado subiu demais, com S&P 500 e Nasdaq já positivos em janeiro, o UBS tem uma projeção ousada: S&P 500 a 7.700 pontos até o fim do ano.
A lógica é que o pico do ciclo de computação ainda está a vários anos de distância. O tema da IA não está acabando, está se ampliando para as camadas de aplicação e inteligência, onde os investidores recompensarão quem gera lucro a partir do investimento na tecnologia.
A jogada agora: O investidor que ficar parado apenas nas "Big Techs" tradicionais pode ver seus retornos estagnarem enquanto o resto do mercado decola. A recomendação é revisar a alocação e buscar exposição às áreas não investidas que agora têm a tecnologia para alavancar seus lucros.
Em última análise, o que o UBS descreve é o amadurecimento inevitável da tese de investimento em IA. Se a primeira fase foi definida pela "corrida armamentista" por chips e infraestrutura, a segunda será definida pela eficiência operacional e expansão de margens. Para o investidor, o maior risco de 2026 pode não ser a volatilidade do mercado, mas o custo de oportunidade de permanecer abraçado exclusivamente aos vencedores do passado, enquanto setores descontados — e agora turbinados pela tecnologia — iniciam sua própria escalada.
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