Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Milano-Cortina 2026 e os uniformes desejo dos Jogos de Inverno: luxo e estratégia para seduzir
Publicado 14/02/2026 • 19:40 | Atualizado há 8 meses
Delta adia para março estreia de voos à Arábia Saudita após ataques em Riad
Anthropic apresenta números do 3º trimestre a investidores institucionais antes de possível IPO de US$ 2 trilhões
Bancos americanos divulgam balanços: JPMorgan decepciona, enquanto Citi e Goldman Sachs superam expectativas
Censo dos EUA: Plano de Trump de excluir não cidadãos em 2030 ameaça virar batalha judicial
UnitedHealth supera estimativas no 3º trimestre e eleva previsão de lucro para 2026
Publicado 14/02/2026 • 19:40 | Atualizado há 8 meses
Os Jogos Olímpicos de Inverno surgem como catalisador de vendas, reposicionamento de marca e reconexão com um consumidor, alem de atração do publico jovem. E, desta vez, o palco é Milão.
Não poderia ser mais simbólico.
Janeiro já havia aquecido o setor com a Milan Fashion Week. Agora, a cidade recebe turistas de alto tíquete médio, executivos, celebridades e criadores de conteúdo em um evento que funciona como um verdadeiro “drop” global de marketing.
Grifes históricas entram em campo literalmente em casa:

A escolha da Moncler para vestir o Time Brasil é estratégica em múltiplas camadas.
Fundada em 1952 na França e consolidada na Itália, a Moncler construiu seu império a partir do vestuário
técnico de montanha. Nos últimos anos, sob comando de Remo Ruffini, a marca se reposicionou como
potência de luxo contemporâneo, unindo performance, colaborações e cultura urbana.
Para o Brasil, que não possui tradição histórica em esportes de inverno, o uniforme vira ferramenta de
narrativa.
Não é sobre medalhas. É sobre presença.
A Moncler entrega:
E isso tem impacto direto no desejo.
Quando um atleta brasileiro aparece vestindo Moncler em uma cerimônia global transmitida para bilhões, a marca deixa de ser apenas alpina. Ela se torna aspiracional para mercados emergentes.

Se Milano é capital da moda, a Itália não poderia escolher outro nome senão Giorgio Armani.
A linha EA7 Emporio Armani veste a seleção anfitriã, reforçando uma parceria já consolidada com o Comitê Olímpico Italiano.
Armani entende algo essencial sobre uniformes olímpicos:
Eles precisam comunicar poder sem ostentação.
O resultado em 2026 reforça:
É o chamado “quiet luxury” aplicado ao esporte.
Milano-Cortina acontece em território simbólico do luxo. Armani transforma a delegação em extensão da
própria indústria italiana.
É diplomacia estética.

Desde 2008, Ralph Lauren veste o Time EUA.
A marca transformou o uniforme olímpico em extensão da própria narrativa americana:
Ralph Lauren usa os Jogos como palco de reforço de valores: tradição, legado e poder cultural.
E há estratégia comercial clara:
Após as cerimônias, versões comerciais inspiradas nos uniformes entram no varejo e frequentemente
esgotam.
O uniforme deixa de ser institucional.
Vira produto.


A parceria da Lululemon com o Time Canadá representa a transição do luxo clássico para o “new premium”.
A marca nasceu no universo do yoga e do athleisure, mas expandiu seu território para performance de alta tecnologia.
O diferencial da Lululemon está na fusão entre:
As peças funcionam tanto na vila olímpica quanto nas ruas de Toronto ou Nova York.
O uniforme não precisa parecer cerimonial.
Precisa parecer usável.
O raciocínio do mercado é direto: evento esportivo global + capital da moda = vitrine de desejo
Mas a narrativa mais potente pode não vir das maisons clássicas.
Segundo analistas globais de consumo, além do pico esperado no luxo tradicional, haverá uma
democratização do skiwear, com opções mais acessíveis, já que a Gen Z e a Gen Alpha substituem o luxo
tradicional pelo chamado “new premium”.
E o que é valorizado em nichos assim?
E não enxergam fronteira clara entre montanha, escritório e feed.
Historicamente, os Jogos de Inverno foram território do spandex técnico, da aerodinâmica e da performance extrema.
Mas as novas gerações se conectam com esportes freestyle, onde estilo importa tanto quanto velocidade.
O resultado é uma polarização dentro do athleisure:
Esse contraste é perfeito para viralizar e alimentar coleções cápsula no varejo global.
Milano 2026 também abre espaço para marcas nichadas com leitura contemporânea de luxo:
Ingressos para a abertura partem de cerca de US$ 700 e pacotes VIP superam US$ 10 mil.
Mas a batalha mais relevante acontece fora do estádio, nas redes sociais:
Autenticidade virou ativo financeiro.
Estudos recentes mostram que muitos jovens, ao priorizarem experiências em vez de bens tradicionais como imóvel, direcionam renda para consumo aspiracional e luxo experiencial.
Em Milano 2026, o glamour continua relevante. Mas o jogo real acontece no feed.
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Flávio Bolsonaro tem 55% dos votos válidos contra 45% de Lula no segundo turno, aponta pesquisa Gerp
2
DECISÃO 2026: Flávio tem 53,1% dos votos válidos contra 46,9% de Lula, aponta pesquisa DataTrends
3
Após defender Master, Gabriela Prioli sinaliza voto em Lula; mensagens revelam contrato de 12 meses da influenciadora com o banco
4
Ator que interpretava Flynn em “Breaking Bad”, RJ Mitte morre aos 34 anos
5
TSE barra jornal de petroleiros após pedido de Flávio Bolsonaro