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OTAN se reposiciona em meio à pressão de Trump e ameaça contínua da Rússia
Publicado 25/06/2025 • 07:25 | Atualizado há 5 meses
Publicado 25/06/2025 • 07:25 | Atualizado há 5 meses
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O cenário geopolítico global de 2025 tem exigido um novo posicionamento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em meio à ofensiva russa na Ucrânia e às exigências do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a redistribuição dos custos da aliança. A análise foi apresentada por Marcelo Favalli, âncora do Conexão, em participação especial no Jornal Times Brasil nesta terça-feira (24).
Segundo Favalli, compreender a OTAN de hoje exige um retorno à sua origem. Criada em 1949, no pós-Segunda Guerra Mundial, com 12 países fundadores, a aliança militar chega a 2025 com 32 membros. “Ela foi pensada para unir antigos inimigos em um esforço comum de evitar um novo conflito global. Era como colocar todos os jogadores numa seleção, em vez de times rivais”, afirmou.
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O avanço da OTAN ao longo do tempo, especialmente com a inclusão de países do Leste Europeu, levou a um cerco geográfico da Rússia. Hoje, nações como Ucrânia e Geórgia manifestam interesse em aderir à aliança, mas encontram resistência por conta do conflito em curso com Moscou. “Não há sinais, nem distantes, de que essa adesão vá acontecer no curto prazo”, disse Favalli.
Um dos principais pontos de pressão para a OTAN neste ano é o equilíbrio nos gastos de defesa. Trump, agora em seu segundo mandato, reforçou a cobrança para que os demais países aumentem suas contribuições, aliviando o orçamento dos EUA. Em 2024, os Estados Unidos destinaram cerca de US$ 610 bilhões à defesa, enquanto Alemanha, Reino Unido e França investiram entre US$ 44 bilhões e US$ 58 bilhões cada.
“A nova diretriz da OTAN agora é clara: cada país deve investir 5% do seu PIB em defesa”, destacou Favalli. Em comparação, a meta anterior era de 2%. Esse ajuste busca reforçar a segurança europeia diante da ameaça representada por Vladimir Putin, que mantém a guerra contra a Ucrânia há mais de três anos.
Apesar do aumento percentual nos gastos, muitos países reduziram o tamanho de seus efetivos militares ao longo das últimas décadas. Alemanha, França, Reino Unido e até os Estados Unidos cortaram contingentes. “A dúvida agora é se, com um conflito em andamento no continente europeu, esses números voltarão a crescer. O risco não é teórico. Ele é real e já bateu à porta da Europa Ocidental”, concluiu Favalli.
A cúpula da OTAN que ocorre esta semana deve consolidar as novas diretrizes financeiras e militares da aliança, em um momento em que as pressões internas e as ameaças externas moldam o futuro da segurança coletiva no Ocidente.
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