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Bitcoin cai 28% em 2026: ciclo histórico ou frustração com estratégia cripto de Trump?
Publicado 16/02/2026 • 21:00 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 16/02/2026 • 21:00 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
O ano de 2026 mal começou e o Bitcoin já acumula queda de 28%, movimento que reacendeu dúvidas no mercado sobre o futuro da criptomoeda. A correção ocorre após o ativo ter atingido o pico histórico de 125 mil dólares no ano passado e agora oscilar entre 68 mil e 70 mil dólares.
Para Mayra Siqueira, especialista em criptomoedas e cofundadora da agência Pink Bull Co, o movimento assusta, mas não é novidade dentro da trajetória do ativo. “Não é algo que é incomum ou que já não tenha sido visto”, afirmou em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo ela, o Bitcoin é um ativo “volátil por natureza” e já enfrentou correções muito mais severas. Mayra relembra o chamado “inverno cripto”, entre 2017 e 2018, quando o ativo caiu mais de 80% após atingir cerca de 19 mil dólares. “Mesmo depois de uma queda de mais de 80%, ele conseguiu atingir novos recordes históricos”, destacou.
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A especialista também cita o ciclo de 2021 para 2022, quando o Bitcoin recuou 78%, além de outras quedas próximas de 50% ao longo de sua história. Na avaliação dela, as correções acabam expulsando investidores excessivamente alavancados e redefinem o equilíbrio de preços no mercado.
“Essas correções acabam expulsando, digamos assim, os especuladores mais alavancados do mercado, redefinem esse equilíbrio de preço e limpam um pouco o excesso de players”, explicou.
Nos últimos anos, o Bitcoin passou por um processo de maior institucionalização, com maior presença de grandes investidores e fundos. Havia a expectativa de que esse movimento pudesse reduzir a intensidade dos ciclos de queda.
Mayra reconhece que também esperava uma correção menos acentuada neste ciclo. “Confesso que eu mesma tinha expectativa de não ver uma queda tão grande”, disse.
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Siga o Times | CNBCApesar disso, ela avalia que o mercado cripto ainda não está imune a movimentos bruscos. “A gente ainda talvez vá se surpreender nesse sentido”, afirmou. Para a especialista, embora o mercado esteja mais maduro, a volatilidade continua sendo característica estrutural do ativo.
Ela também menciona o impacto do halving, mecanismo programado no protocolo do Bitcoin que reduz pela metade a recompensa paga aos mineradores. Segundo Mayra, historicamente, períodos pós-halving costumam ser acompanhados por correções.
“Isso sempre impacta e sempre mexe com o mercado. Sempre, no pós-halving, a gente vê um período de correção”, afirmou.
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No atual cenário, Mayra avalia que o mercado vive um momento de “aversão ao risco”, mas destaca que grandes investidores seguem acumulando posições. “Grandes instituições e grandes baleias estão comprando”, disse, referindo-se aos grandes detentores de criptomoedas.
Segundo ela, o movimento conhecido como “buy the dip”, comprar na queda, tem sido adotado por investidores mais experientes. “Para os players mais preparados, acostumados e estratégicos, é um momento de compra”, afirmou.
A especialista também demonstra convicção quanto à sobrevivência do ativo no longo prazo. “Tenho a grande certeza de que o Bitcoin não vai morrer”, declarou.
Para ela, o mercado pode ainda estar no meio de um novo ciclo de baixa. “A gente ainda talvez esteja no meio desse ciclo. Ainda vai levar um tempinho para se recuperar”, avaliou.
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