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DECISÃO 2026: PT pede cassação do registro de Flávio por financiamento de Dark Horse
Publicado 23/10/2026 • 17:53 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 23/10/2026 • 17:53 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apresentou nesta sexta-feira (23) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma ação de investigação judicial eleitoral contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu candidato a vice, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, e Eduardo Bolsonaro. O grupo partidário acusa os investigados de possível abuso de poder econômico e financiamento indireto e oculto de campanha por meio do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na ação, a coligação pede a cassação do registro ou diploma da chapa Flávio-Alfredo Gaspar e a declaração de inelegibilidade de Flávio e Eduardo por oito anos. O processo, de número 0603371-06.2026.6.00.0000, foi distribuído ao corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.
“Esta ação trata de uma pergunta simples: quem pagou, com que dinheiro e para quê a mais cara peça de promoção política da família do candidato Flávio Bolsonaro — o filme Dark Horse”, afirma a petição. Os advogados sustentam que o longa, concebido para retratar a trajetória de Jair Bolsonaro, também teria potencial de beneficiar eleitoralmente o filho, candidato à Presidência.
Leia também: Filme sobre Bolsonaro já custou R$ 65,7 milhões, e Vorcaro bancou mais de 90%
A peça afirma que Flávio negociou com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, um aporte de US$ 24 milhões (R$ 120,7 milhões) para a produção. Segundo os documentos citados pela coligação, a empresa Entre Investimentos e Participações, de Antonio Carlos Freixo Júnior, enviou US$ 12.333.335 (R$ 62 milhões) em sete remessas, entre fevereiro e setembro de 2025, ao fundo Havengate Development Fund LP, no Texas.
O fundo é descrito na ação como administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A coligação cita investigações da Polícia Federal e uma delação premiada para sustentar a necessidade de esclarecer a origem dos valores e os beneficiários finais. A petição também relaciona a Entre a apurações sobre movimentações financeiras de organizações criminosas, incluindo o PCC, mas a origem ilícita dos recursos destinados ao filme é uma acusação a ser investigada, não uma conclusão judicial apresentada no processo.
Segundo a coligação, os valores poderiam ter beneficiado a candidatura por meio da promoção da família Bolsonaro, da estrutura de Eduardo no exterior ou de outros destinos ainda desconhecidos. “A Justiça Eleitoral não pode descobrir depois da posse quem pagou a eleição”, argumentam os autores, ao defender a apuração antes do segundo turno, marcado para domingo (25).
Leia também: ‘Dark Horse’: delator relata fraude em pagamento a fundo ligado a Eduardo Bolsonaro nos EUA
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Siga o Times | CNBCAlém da responsabilização eleitoral, a coligação solicita ao TSE o compartilhamento de provas obtidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, o afastamento de sigilos bancário e fiscal, a oitiva de testemunhas e uma perícia contábil para reconstituir o fluxo financeiro do projeto. Pede ainda o envio dos autos ao Ministério Público Eleitoral e à Procuradoria-Geral da República para apuração de eventuais crimes.
A ação menciona ainda suspeitas envolvendo a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo longa, e recursos públicos movimentados por entidades ligadas à sua proprietária. Para os autores, a investigação deve verificar se o financiamento do filme representou vantagem econômica eleitoral não declarada na prestação de contas da campanha.
Flávio já havia confirmado que procurou Vorcaro para buscar patrocínio privado para o filme, mas negou ter recebido dinheiro ou vantagem pessoal e rejeitou irregularidades. Na versão pública apresentada pelo senador, os contatos com o banqueiro tiveram como finalidade exclusiva a produção cinematográfica. A petição apresentada nesta sexta-feira não contém uma decisão do TSE sobre o mérito das acusações.
Leia também: Flávio Bolsonaro admite que pediu dinheiro a Vorcaro para filme, mas nega irregularidades
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