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Acordo de US$ 100 bilhões entre Nvidia e OpenAI sofre impasse
Publicado 03/02/2026 • 20:54 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 03/02/2026 • 20:54 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Montagem via Times Brasil | Imagens: Divulgação/Nvidia/OpenAI
Montagem com Jensen Huang, fundador da Nvidia, ao lado dos logos da Nvidia e OpenAI
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, e o CEO da OpenAI, Sam Altman, apareceram juntos na CNBC em setembro para anunciar um acordo gigantesco de US$ 100 bilhões (R$ 524 bilhões), que prometia inaugurar um novo capítulo para a indústria de inteligência artificial em rápida expansão.
Cinco meses depois, nenhum contrato foi assinado e nenhum dinheiro foi transferido. O que é ainda mais preocupante para os investidores é que as duas empresas aparentemente estão em desacordo.
O Wall Street Journal informou na sexta-feira que as negociações entre as empresas foram “colocadas no gelo” depois que alguns dentro da Nvidia expressaram dúvidas sobre o modelo de negócios da OpenAI. Esse tem sido um tema importante de discussão no setor de IA desde novembro, quando a Nvidia alertou, nos fatores de risco de seu relatório trimestral, que “não há garantia de que firmaremos acordos definitivos em relação à oportunidade da OpenAI ou a outros investimentos potenciais”.
Apesar do atrito relatado, Nvidia e OpenAI ainda precisam uma da outra.
Altman já disse que a OpenAI precisa de uma quantidade massiva dos chips de IA da Nvidia para atingir suas metas de crescimento de receita, enquanto Huang depende de clientes como a OpenAI para criar serviços que impressionem os consumidores e continuem impulsionando as vendas de seus sistemas caros.
A crescente demanda e o entusiasmo do setor levaram o valor de mercado da Nvidia a ultrapassar US$ 5 trilhões (R$ 26,2 trilhões) em seu pico, em outubro, embora a ação esteja 15% abaixo desse nível, reduzindo a avaliação para cerca de US$ 4,4 trilhões (R$ 23,06 trilhões). A OpenAI, por sua vez, foi avaliada no mercado privado em US$ 500 bilhões (R$ 2,62 trilhões) no fim do ano passado e, segundo relatos, busca uma avaliação superior a US$ 800 bilhões (R$ 4,19 trilhões) em uma nova rodada de captação.
“Estamos ansiosos para que Sam conclua isso, e ele está indo muito bem”, disse Huang a Jim Cramer, da CNBC, na terça-feira. “E nós vamos investir na próxima rodada. Não há dúvida quanto a isso.”
A Nvidia investiu pela primeira vez na OpenAI em outubro de 2024, como parte de uma rodada de financiamento de US$ 6,6 bilhões (R$ 34,58 bilhões). Huang acrescentou na terça-feira que “não há drama” no relacionamento com a OpenAI, um sentimento que Altman expressou um dia antes em uma publicação no X.
“Esperamos ser um cliente gigantesco por muito tempo”, escreveu Altman. “Não entendo de onde vem toda essa insanidade.”
Ainda assim, quando se trata do acordo histórico anunciado em setembro (que supostamente envolve a construção, pela OpenAI, de uma infraestrutura que exige 10 gigawatts de energia) houve pouco progresso visível.
O investimento inicial da Nvidia, de US$ 10 bilhões (R$ 52,4 bilhões), será aplicado quando o primeiro gigawatt for concluído, informou a CNBC na época do acordo. As empresas disseram que a primeira fase do investimento mais recente entraria em operação no segundo semestre de 2026.
A atual rodada de captação da OpenAI, da qual Huang disse que a Nvidia participará, não faz parte do acordo do ano passado. Huang disse a Cramer que a Nvidia avaliará investimentos adicionais na OpenAI e quer participar do IPO do laboratório de IA.
As ações da Nvidia caíram cerca de 3% na terça-feira (3), liderando uma queda mais ampla das ações de tecnologia, e acumulam três dias consecutivos de perdas.
A Nvidia e a OpenAI estão ligadas há uma década.
Quando a OpenAI ainda era um laboratório sem fins lucrativos pouco conhecido, em 2016, foi a primeira entidade interessada em usar o sistema inaugural de IA da Nvidia, chamado DGX, contou Huang a Joe Rogan em uma entrevista em dezembro.
Nos anos seguintes, a OpenAI se tornou uma grande usuária de chips da Nvidia, geralmente por meio da infraestrutura da Microsoft. Em fevereiro de 2023, meses após o lançamento do ChatGPT, Huang apareceu entusiasmado na teleconferência de resultados da Nvidia, elogiando a OpenAI e afirmando que a IA generativa estava transformando sua empresa.
“Todo mundo que desenvolve software ou foi alertado, ou chocado para ficar alerta, ou está trabalhando ativamente em algo parecido com o ChatGPT para integrar em sua aplicação”, disse Huang, enquanto o preço das ações de sua empresa disparava.
O crescimento parabólico da Nvidia coincide com a explosão da OpenAI.
No trimestre em que o ChatGPT foi lançado, a Nvidia gerou US$ 6 bilhões (R$ 31,44 bilhões) em receita. No período encerrado em outubro passado, esse número havia aumentado quase dez vezes, para US$ 57 bilhões (R$ 298,68 bilhões). Analistas dizem que a fabricante detém mais de 90% do mercado de unidades de processamento gráfico (GPUs).
O ChatGPT é o chatbot líder em uso, alcançando 800 milhões de usuários semanais no fim do ano passado. Em janeiro, a empresa afirmou estar no caminho para atingir US$ 20 bilhões (R$ 104,8 bilhões) em vendas anuais, mas os analistas não projetam lucratividade antes de 2030.
No centro da tensão (que ambas as empresas negam existir) está a forma como cada uma diversificou seus negócios ao firmar parcerias com rivais da outra.
Com um balanço cada vez mais robusto e a necessidade de mais clientes, a Nvidia usou seu caixa para investir em vários parceiros importantes, incluindo um compromisso de US$ 10 bilhões (R$ 52,4 bilhões) em novembro com a Anthropic. Investidores esperam que a Nvidia se una a mais grandes compradores, dada a alta concentração de receita em poucos hyperscalers.
Ao mesmo tempo, a OpenAI fez vários anúncios com outras empresas de semicondutores e afirmou precisar de mais capacidade computacional do que a Nvidia sozinha pode fornecer.
Em junho, Altman apareceu ao lado da CEO da Advanced Micro Devices (AMD), Lisa Su, no evento anual da empresa em San Jose, Califórnia. Altman disse que a OpenAI ajudaria a AMD a desenvolver seus chips de IA de próxima geração e também seria cliente. A AMD é a única empresa, além da Nvidia, a fabricar uma grande GPU de data center para IA.
Quatro meses depois, a OpenAI anunciou uma parceria com a Broadcom, que ajuda a fabricar chips personalizados de IA, incluindo as unidades de processamento tensorial do Google. E no mês passado, a OpenAI disse que usaria chips da startup Cerebras em um acordo avaliado em mais de US$ 10 bilhões (R$ 52,4 bilhões).
Com relatos circulando sobre desafios emergentes no relacionamento entre OpenAI e Nvidia, o executivo de infraestrutura da OpenAI, Sachin Katti, recorreu ao X na segunda-feira para descrever a parceria com a gigante de chips como “fundamental”.
“Toda a nossa frota de computação roda em GPUs da Nvidia”, escreveu Katti. “A curva de demanda é inconfundível. O mundo precisa de ordens de magnitude muito maiores de capacidade computacional.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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