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Brasil abriu 525 novos mercados para o agronegócio com potencial bilionário
Publicado 03/01/2026 • 21:30 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 03/01/2026 • 21:30 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
Divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)
Agronegócio
O agronegócio brasileiro abriu 525 novos mercados internacionais ao longo dos últimos três anos, sendo 225 apenas em 2025, alcançando 82 países e 58 destinos no último ano. Segundo o Ministério da Agricultura, as novas aberturas têm potencial de elevar as exportações do agronegócio em até US$ 37,5 bilhões por ano em um horizonte de cinco anos, à medida que o fluxo comercial amadureça.
De acordo com a pasta, as aberturas já adicionaram US$ 3,4 bilhões à balança comercial brasileira e consolidaram um ritmo médio de 14 novos processos concluídos por mês.
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As proteínas animais lideraram as aberturas de mercado do agronegócio, com 112 novos processos concluídos. Na sequência aparecem material genético animal, com 79 autorizações, e alimentação para animais, com 61.
O México foi o principal destino, com 24 autorizações para produtos brasileiros, segundo dados da plataforma Aberturas de Mercado da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura.
Cada novo mercado aberto no agronegócio representa a permissão sanitária para exportar um produto específico a um determinado país. O processo, no entanto, não implica embarques imediatos.
Após a aprovação sanitária, ainda são necessárias etapas como habilitação de empresas, registros e negociação comercial, o que costuma levar de seis meses a um ano para o início efetivo do comércio.
A importância das aberturas para o agronegócio se reflete nos números da balança comercial. Entre janeiro e novembro de 2025, as exportações do setor atingiram US$ 155,25 bilhões, alta de 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Ministério da Agricultura.
Com isso, o agro respondeu por 48,8% de todas as exportações brasileiras no período.
Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Luis Rua, as aberturas atendem a dois eixos centrais: a necessidade de diversificar a pauta exportadora e a busca de outros países por segurança alimentar.
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Siga o Times | CNBCA estratégia foi intensificada após o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros a partir de agosto. Mesmo assim, as vendas do agronegócio aos EUA recuaram apenas 4% no acumulado do ano, mantendo saldo positivo.
Entre os principais avanços estão a liberação da carne bovina brasileira para o México após 20 anos de negociação, a exportação de algodão para o Egito, de sorgo para a China e de carne de frango kosher para Israel.
Além das aberturas, outros 220 mercados foram ampliados, com mais empresas habilitadas e maior abrangência regional, o que gerou mais US$ 7 bilhões à balança do agronegócio, segundo o ministério.
O setor de carne bovina teve 29 novos mercados abertos no período. Para a Abiec, a diversificação ajudou a mitigar os impactos das tarifas americanas.
Segundo o presidente da entidade, Roberto Perosa, destinos como Vietnã, Indonésia e México ganharam relevância. O México tornou-se o segundo maior comprador da carne brasileira em meio à escalada tarifária dos EUA.
Entre as prioridades do setor estão as aberturas de mercado para carne bovina no Japão, Coreia do Sul e Turquia. O Japão é o mais avançado nas negociações e é visto como um mercado de alto valor, hoje suprido principalmente por Estados Unidos e Austrália.
Para a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, as aberturas são essenciais, mas precisam caminhar junto com acordos comerciais que reduzam tarifas.
Ela cita como exemplo o acordo entre Mercosul e União Europeia, que prevê desgravação tarifária, mas convive com barreiras paralelas, como a Lei Antidesmatamento do bloco.
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