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Agro

Safrinha de milho entra em fase decisiva com chuvas irregulares e risco da cigarrinha

Publicado 10/02/2026 • 14:10 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Chuvas irregulares em fevereiro afetam definição do potencial produtivo da safrinha
  • Cigarrinha-do-milho amplia prejuízos e exige manejo integrado nas lavouras
  • Clima e sanidade definem risco e produtividade do milho segunda safra
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Ole Walter Jacobsen/Yara

Safrinha de milho entra em fase decisiva com chuvas irregulares e risco da cigarrinha

Fevereiro marca um dos períodos mais sensíveis para a Safrinha de milho no Brasil. Com o avanço do plantio e o início do desenvolvimento das lavouras, a disponibilidade de água no solo passa a ter impacto direto sobre o potencial produtivo da cultura, especialmente em um ambiente de maior instabilidade climática.

De acordo com a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o mês deve ser marcado por grande irregularidade na distribuição das chuvas. Regiões do Centro-Oeste e do Sudeste podem registrar acumulados acima de 100 milímetros, com pontos isolados superando 200 milímetros, enquanto áreas do Nordeste e do Norte devem enfrentar volumes inferiores a 40 milímetros, com possibilidade de ausência de precipitação em algumas localidades.

Esse contraste ocorre justamente no momento em que boa parte do potencial produtivo da Safrinha começa a ser definida. Especialistas alertam que falhas na retenção de umidade do solo, perdas por evaporação e aplicações pouco eficientes de insumos nas fases iniciais da cultura podem comprometer o desenvolvimento das plantas e reduzir a capacidade da lavoura de atravessar períodos de estresse hídrico mais adiante.

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Safrinha sob pressão térmica e hídrica

Além da irregularidade das chuvas, o Inmet também aponta temperaturas elevadas em diversas regiões produtoras, o que intensifica a evapotranspiração e pressiona o balanço hídrico do solo. Para o milho segunda safra, esse cenário aumenta o risco de desuniformidade no estande e de perdas de produtividade que, muitas vezes, só se tornam evidentes na colheita.

Diante desse ambiente, tecnologias e práticas voltadas ao gerenciamento da água no solo e à eficiência das aplicações ganham importância. Estratégias que reduzem perdas, melhoram a absorção de insumos e preservam a umidade por mais tempo ajudam a mitigar riscos em um ciclo marcado por incertezas climáticas.

Para Francisco de Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB, fevereiro exige atenção redobrada do produtor. “É um mês decisivo para o milho. Quem consegue preservar a umidade do solo e melhorar a eficiência das aplicações nesse momento cria uma base mais estável para enfrentar oscilações climáticas ao longo do ciclo”, afirma.

Cigarrinha amplia riscos

Além do clima, outro fator tem pesado sobre a Safrinha em 2026: o avanço da cigarrinha-do-milho. Antes restrito a algumas regiões, o inseto se espalhou e hoje é considerado um problema de alcance nacional.

Estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima prejuízos de US$ 25,8 bilhões entre as safras 2020/21 e 2023/24, com redução média de 22,7% na produção nacional, o equivalente a 31,8 milhões de toneladas por ano. Em quase 80% dos municípios analisados, produtores relataram perdas associadas à cigarrinha e aos enfezamentos transmitidos pelo inseto.

Em áreas mais suscetíveis, as perdas podem superar 70% da colheita, o que tem levado os agricultores a ampliar investimentos em controle fitossanitário. Segundo a CNA, os gastos com soluções voltadas ao manejo da cigarrinha cresceram cerca de 19% no período analisado.

Safrinha ganha peso estratégico na produção nacional

A Safrinha responde hoje pela maior parte da produção brasileira de milho, especialmente no Centro-Oeste. A StoneX projeta 106,3 milhões de toneladas para a segunda safra em 2026, enquanto a Conab estima 110,5 milhões de toneladas.

Em Mato Grosso, principal estado produtor, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) prevê área de 7,39 milhões de hectares, alta de 1,83%, com produção estimada em 51,72 milhões de toneladas.

Apesar das projeções, especialistas alertam que o resultado final dependerá do comportamento do clima e do controle eficiente da cigarrinha ao longo do ciclo. Com o plantio concentrado entre fevereiro e março, o monitoramento constante das lavouras e decisões rápidas de manejo seguem como fatores determinantes para proteger o potencial produtivo da Safrinha.

O que é a cigarrinha-do-milho e por que ela ameaça a safrinha

A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) é um inseto vetor de doenças que hoje representa um dos maiores riscos à Safrinha no Brasil. O dano não vem apenas da alimentação da praga, mas principalmente da transmissão dos enfezamentos, que comprometem o desenvolvimento da planta.

O que são os enfezamentos

São doenças causadas por microrganismos (fitoplasmas e espiroplasmas) transmitidos pela cigarrinha. Eles afetam o sistema vascular da planta e reduzem sua capacidade de crescimento e enchimento de grãos.

Principais efeitos na lavoura:

  • plantas baixas e mal formadas
  • espigas pequenas ou inexistentes
  • grãos leves e mal preenchidos
  • queda acentuada de produtividade

Tamanho do prejuízo

  • perdas médias superiores a 20% da produção nacional
  • em áreas críticas, perdas podem passar de 70%
  • impacto acumulado estimado em dezenas de milhões de toneladas por safra

Por que o risco aumenta na safrinha

  • plantio concentrado após a soja
  • presença de milho voluntário (tigueras)
  • clima quente favorece multiplicação do inseto
  • janelas curtas dificultam reações tardias

Como reduzir o risco

Especialistas recomendam manejo integrado, com:

  • eliminação de plantas voluntárias
  • uso de híbridos com tolerância
  • tratamento de sementes
  • monitoramento constante desde a emergência
  • controle químico no momento correto

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