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Amazon reformula linha de dispositivos, abandona tablets Fire baratos e lança modelos Alexa mais caros

Publicado 08/10/2026 • 12:45 | Atualizado há 56 minutos

KEY POINTS

  • A Amazon apresentou uma nova linha de tablets com a marca Alexa e anunciou que vai encerrar a família Fire de modelos mais acessíveis.
  • A empresa afirma que melhorias em velocidade e desempenho, novos recursos de inteligência artificial e o design atualizado justificam os preços mais altos e colocam os tablets Alexa no mesmo nível dos “melhores tablets do mercado”.
  • Os novos dispositivos custam entre US$ 230 e US$ 550 e começam a ser entregues em 14 de outubro.
Amazon Alexa Tablet 12 Pro e nova linha Alexa

Amazon / Divulgação

Nova linha de tablets Alexa da Amazon, com destaque para o Amazon Alexa Tablet 12 Pro, modelo mais avançado da família.

A Amazon apresentou nesta quinta-feira uma nova linha de tablets com Alexa mais caros e anunciou que vai abandonar a família Fire de modelos mais acessíveis, em uma mudança importante na estratégia de dispositivos da gigante do comércio eletrônico.

A empresa lançou modelos de 8, 11 e 12 polegadas, com preços a partir de US$ 230 e chegando a US$ 550. Todos os dispositivos estão disponíveis para pré-venda a partir desta quinta-feira e começam a ser entregues em 14 de outubro.

Historicamente, a Amazon vende seus dispositivos pelo custo de fabricação ou por valores próximos a ele, em parte para oferecer preços muito inferiores aos da concorrência, mas também para estimular o consumo de outros produtos e serviços da empresa. A expectativa é que, para cada caixa de som inteligente Echo de US$ 80 vendida, os usuários também comprem filmes, assinaturas de audiolivros ou produtos em sua loja online, negócios que costumam ter margens maiores.

Nos últimos anos, a companhia passou a buscar maior rentabilidade na divisão de dispositivos sob o comando do CEO Andy Jassy, que sucedeu o fundador Jeff Bezos em 2021. No ano passado, lançou versões mais caras das caixas de som Echo e começou a cobrar de usuários que não são assinantes Prime uma assinatura pelo Alexa+, versão mais avançada do assistente digital.

O Alexa Tablet 12 Pro, de US$ 550, custa mais do que o dobro do Fire HD 10, modelo básico da Amazon vendido por US$ 155, e passa a competir em uma faixa mais próxima à do iPad, da Apple, cujos preços variam de US$ 449 a US$ 1.199.

O lançamento ocorre em um momento em que a Amazon e outras fabricantes de dispositivos enfrentam um aumento histórico nos preços da memória. Em agosto, a Amazon aumentou os preços de Echo, Kindle, Fire TV e outros equipamentos, citando a escassez de memória. No início deste ano, a Apple elevou os preços dos MacBooks e dos iPads, enquanto a Nintendo aumentou o preço do console Switch 2.

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A Amazon negou que a alta dos custos de memória tenha influenciado a decisão de cobrar mais pelos tablets com Alexa. Panos Panay, chefe da divisão de dispositivos da empresa, reconheceu, porém, que a escassez tornou “bastante complicado” desenvolver um tablet premium a um preço razoável sem fazer “concessões”.

“Acho que a equipe fez um bom trabalho ao projetar o produto sem precisar fazer essa concessão”, afirmou Panay à CNBC. “Eles entregaram todo o nível de acabamento de um produto premium e, ainda assim, conseguiram mantê-lo nessa faixa de preço.”

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A empresa afirmou que as melhorias de velocidade e desempenho, os recursos de inteligência artificial e o novo design justificam os preços mais altos e colocam os tablets Alexa no mesmo nível dos “melhores tablets do mercado”.

A Amazon adicionou acabamento traseiro de alumínio mais elegante e resistente, tela de maior resolução e processadores mais rápidos. No Alexa Tablet 12 Pro, modelo mais avançado da linha, a companhia incorporou a tecnologia de tela “Nanomatte”, desenvolvida em parceria com a Corning, para “reduzir drasticamente os reflexos na tela”.

Uma das mudanças mais relevantes é que todos os aparelhos passam a usar o sistema operacional Android, do Google, em uma ruptura importante com os modelos anteriores. Eles utilizavam uma versão personalizada do Android chamada Fire OS e dependiam da própria loja de aplicativos da Amazon, o que limitava a quantidade de apps disponíveis.

Também é a primeira vez que a Amazon associa uma linha de dispositivos diretamente à marca Alexa, assistente virtual lançado em 2014 com a caixa de som Echo. A Alexa ocupa posição central nos novos tablets por meio de uma “aba dinâmica” na tela inicial, que oferece recomendações e permite ao usuário retomar rapidamente uma leitura ou série de TV de onde parou. Também é possível dizer “Alexa” ou tocar no botão “Pergunte à Alexa” para fazer perguntas.

A empresa apresentou ainda um novo recurso chamado “On-Screen Intelligence”, que permite pedir à Alexa que analise o conteúdo exibido na tela e faça sugestões ou execute ações.

Em uma demonstração, Panay mostrou como um usuário pode assistir a um vídeo no TikTok de alguém preparando comida em uma churrasqueira e pedir à Alexa que encontre para compra uma prensa de hambúrguer usada no vídeo. A Amazon disse que também será possível abrir a programação de jogos de uma equipe e adicionar todas as datas ao calendário.

“Ela vai fazer o trabalho de pesquisa e, se tudo der certo, vai montar uma lista de compras para que eu possa simplesmente clicar em comprar agora”, afirmou Panay.

A Amazon disse que continuará oferecendo suporte à linha Fire por quatro anos após o último envio e que os consumidores poderão continuar usando os dispositivos normalmente. A empresa, porém, não produzirá mais novas unidades. A linha Fire inclui modelos de 10 e 8 polegadas, além de duas versões voltadas para crianças.

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