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Balanço da crise: estatais ampliam déficit e colocam Tesouro sob pressão por novos socorros
Publicado 21/12/2025 • 20:32 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 21/12/2025 • 20:32 | Atualizado há 2 meses
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A crise das estatais ganhou dimensão estrutural em 2025 e passou a ocupar papel central no debate fiscal. Dados do governo mostram que o déficit do conjunto das empresas controladas pela União superou as projeções iniciais, forçando bloqueios orçamentários e abrindo espaço para novos pedidos de socorro com dinheiro público.
Segundo o Relatório Agregado das Empresas Estatais Federais, 17 das 44 estatais são dependentes do Tesouro para manter suas operações. Em 2024, os aportes somaram quase R$ 27 bilhões. Em 2025, a deterioração do caixa de empresas classificadas como não dependentes elevou o alerta da área econômica.
O caso mais sensível da crise das estatais é o dos Correios. A empresa acumulou prejuízo próximo de R$ 6 bilhões até setembro de 2025 e esteve à beira da insolvência, segundo técnicos do governo.
Para evitar um colapso no curto prazo, o Tesouro Nacional aprovou um empréstimo de R$ 12 bilhões com aval da União, estruturado com cinco instituições financeiras. A operação substituiu uma proposta anterior de R$ 20 bilhões, rejeitada por apresentar custo considerado excessivo.
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O financiamento garante fôlego temporário, mas não resolve o problema estrutural. O plano de reequilíbrio prevê cortes de despesas, parcerias e ajustes operacionais. Sem avanços concretos, o risco de novos aportes públicos permanece no horizonte.
Entre as estatais monitoradas, a Infraero aparece como outro caso emblemático. Após a concessão de grandes aeroportos à iniciativa privada, a estatal passou a operar terminais regionais e o Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
Apesar de reduzir o quadro de funcionários e registrar resultado operacional positivo no terceiro trimestre de 2025, a empresa voltou ao prejuízo em 2024. O faturamento caiu de R$ 1,56 bilhão em 2023 para R$ 437 milhões em 2024, reforçando dúvidas sobre a sustentabilidade do modelo atual.
A Casa da Moeda do Brasil também entrou no radar da crise das estatais. A empresa registrou lucro em 2024, mas com queda expressiva frente ao ano anterior e resultado operacional negativo.
O avanço dos meios digitais de pagamento reduziu a demanda por papel-moeda, pressionando receitas. Embora o governo avalie a atividade como estratégica, o Tesouro acompanha a situação diante do risco de deterioração financeira no médio prazo.
Cinco companhias docas — Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Norte, Ceará e Pará — passaram a integrar a lista de estatais com risco fiscal elevado. O Tribunal de Contas da União criou uma força-tarefa para analisar as contas dessas empresas.
Relatórios apontam dificuldades ligadas a investimentos em infraestrutura, passivos trabalhistas e dependência excessiva de poucos terminais. No caso da Codern, a possível desvinculação de ativos estratégicos ampliou o risco financeiro.
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