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‘Banco Central demorou demais para agir’, diz especialista sobre caso Banco Master
Publicado 18/11/2025 • 18:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 18/11/2025 • 18:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O caso do Banco Master tem revelado as fragilidades e os riscos do sistema financeiro brasileiro, afetando tanto investidores quanto clientes, disse José Kobori, financista e professor, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC. Ele disse que apesar da investigação do banco desde 2024, a intervenção do Banco Central poderia ter ocorrido de forma mais antecipada.
“Embora o Banco Central já estivesse monitorando o caso, a grande crítica é que demorou demais para tomar uma atitude mais enérgica. É preciso uma fiscalização mais ágil, pois a demora pode colocar em risco todo o sistema financeiro”, afirmou.
A tentativa de venda do Banco Master para o BRB, que foi barrada pelo Banco Central, foi um marco importante no desenrolar da investigação. Para Kobori, sem essa negociação, a investigação poderia ter se arrastado por mais tempo.
“Quando se tratou da venda do Banco Master para o BRB, as suspeitas já estavam bem claras. O Banco Central, ao barrar a operação, demonstrou que estava atento, mas uma venda como aquela deveria ter sido vista com mais cuidado desde o início. O mercado financeiro já apontava sinais de que a gestão do banco estava envolvida em operações de risco, como a compra de ativos de difícil avaliação”, ele disse.
Leia mais:
Pagamentos do Banco Master vão drenar um terço da liquidez do FGC
O que acontece agora com quem tem CDBs do Banco Master?
De acordo com Kobori, a desconfiança em relação ao Banco Master já circulava no mercado, especialmente por causa dos rendimentos elevados oferecidos em seus CDBs: “Oferecer taxas de CDB tão superiores ao mercado é um alerta. Isso normalmente indica que os ativos do banco possuem um risco elevado, o que, no caso do Banco Master, estava sendo ignorado”.
Em relação aos clientes e investidores, o especialista explicou que o cenário atual é de perdas consideráveis, embora o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ofereça uma certa proteção. “O FGC oferece um seguro, mas não cobre completamente as perdas. O grande problema é que os investidores que optaram por esse banco sabiam que o risco era alto, principalmente por causa das taxas oferecidas. Esses investidores agora estão vendo as promessas de rentabilidade se desvanecerem, e isso reflete a falta de fiscalização mais rigorosa antes de o problema se tornar uma crise”.
Por fim, Kobori abordou a pressão política que envolveu o caso, especialmente após a negativa do Banco Central em autorizar a venda do banco. “Existem interesses políticos muito claros, principalmente no Congresso, onde havia uma pressão para aumentar a cobertura do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, o que beneficiaria muitos investidores com dinheiro no Banco Master. Além disso, a pressão para demitir diretores do Banco Central após a negativa da operação mostra como o mercado financeiro também está sujeito a influências políticas, muitas vezes prejudiciais para a saúde do sistema”.
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