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Blue Origin planeja expansão de US$ 330 milhões na Flórida para ampliar lançamentos do New Glenn

Publicado 16/10/2026 • 12:50 | Atualizado há 48 minutos

KEY POINTS

  • A Blue Origin, de Jeff Bezos, planeja ampliar a infraestrutura de foguetes, lançamento e pouso em suas instalações em Cabo Canaveral, na Flórida.
  • A empresa pretende realizar vários lançamentos por semana do foguete New Glenn até o fim da década.
  • “Esses investimentos têm um objetivo central: desenvolver a capacidade de realizar mais missões com maior confiabilidade e eficiência”, afirmou um executivo da Blue Origin.

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A Blue Origin, empresa de Jeff Bezos, anunciou que planeja realizar uma ampla expansão de suas instalações de lançamento na Flórida.

A Blue Origin, empresa de Jeff Bezos, anunciou nesta sexta-feira (16) que planeja realizar uma ampla expansão de suas instalações de lançamento na Flórida para viabilizar vários voos por semana até o fim da década.

A companhia construirá mais duas plataformas de lançamento e pouso para o New Glenn, seu foguete de grande capacidade de carga e parcialmente reutilizável. Uma expansão de US$ 330 milhões no complexo Rocket Park, em Cabo Canaveral, deve ser concluída no verão de 2027 e permitirá produzir até 150 estágios superiores do foguete New Glenn por ano, informou a Blue Origin em uma publicação no blog oficial.

“Esses investimentos têm um objetivo central: desenvolver a capacidade de realizar mais missões com maior confiabilidade e eficiência”, escreveu Ian Richardson, vice-presidente sênior de operações da Blue Origin. “Olhando para o futuro, essa infraestrutura foi projetada para viabilizar vários voos por semana até o fim da década.”

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A Blue Origin trabalha para aumentar a frequência de seus lançamentos enquanto busca competir com sua principal rival, a SpaceX, de Elon Musk, por contratos comerciais e governamentais.

O CEO da Blue Origin, Dave Limp, disse à CNBC, em entrevista a Morgan Brennan no mês passado, que a primeira rodada de captação de recursos externos da empresa está com demanda superior à oferta. A companhia havia captado US$ 10 bilhões nessa rodada, que avaliou o negócio em US$ 140 bilhões, segundo o The Wall Street Journal.

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A empresa também se recupera de um revés ocorrido em maio, quando um de seus foguetes New Glenn explodiu na plataforma de lançamento. Desde então, a Blue Origin vem trabalhando intensamente para restaurar a estrutura, com o objetivo de retomar os voos do foguete até o fim de 2026.

Como parte das melhorias, a companhia informou que está construindo, em parceria com a Força Espacial dos Estados Unidos, uma nova instalação de integração de cargas e preparação de missões na Base da Força Espacial de Cabo Canaveral. Quando estiver em operação, o espaço permitirá “preparar várias missões simultaneamente”.

A Blue Origin já investiu mais de US$ 3 bilhões em infraestrutura e instalações na Flórida. Segundo Richardson, a operação abrange atualmente mais de 20 locais nos condados de Brevard e Orange, no estado, e emprega mais de 5 mil pessoas.

O setor espacial também enfrenta uma escassez de capacidade de lançamento. A SpaceX deixou de oferecer voos comerciais em seu principal foguete, o Falcon 9, para priorizar o desenvolvimento do gigantesco Starship. A decisão impulsionou uma onda de investimentos: US$ 92,5 bilhões foram destinados ao setor espacial comercial nos três primeiros trimestres de 2026, segundo relatório divulgado nesta semana pela empresa de capital de risco Space Capital.

A Blue Origin, a SpaceX e outras fornecedoras de foguetes enfrentam uma demanda crescente de empresas e governos que buscam colocar satélites em órbita. Tanto a Blue Origin quanto a SpaceX possuem serviços próprios de internet via satélite e também atuam como parceiras de lançamento da Amazon, que está implantando sua constelação Leo de satélites em órbita baixa da Terra.

O Starlink, serviço de internet via satélite da SpaceX, domina atualmente o mercado, com mais de 11 mil satélites em órbita.

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