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Caso Master: Toffoli é sócio de empresa que negociou com fundo de cunhado de Vorcaro
Publicado 12/02/2026 • 07:05 | Atualizado há 54 minutos
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Publicado 12/02/2026 • 07:05 | Atualizado há 54 minutos
KEY POINTS
Andressa Anholete/STF | Divulgação
Montagem com a foto do ministro Toffoli ao lado da fachada do Banco Master
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli é sócio da empresa Maridt, administrada por seus irmãos e que teve participação em dois resorts da rede Tayayá, no Paraná. A companhia vendeu sua fatia no empreendimento a fundos de investimento que tinham como acionista o pastor Fabiano Zettel, cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. As informações são do colunista Fausto Macedo, do Estadão.
Por integrar a sociedade, Toffoli recebeu dividendos, segundo duas fontes ouvidas pelo veículo. Pessoas próximas ao ministro também afirmaram à Folha de S.Paulo que ele admite a participação formal no negócio. Uma prestadora de serviços do empreendimento relatou ter tratado diretamente com Toffoli sobre questões relacionadas ao projeto.
Leia também: Banco Master: Fundo Garantidor já devolveu R$ 26 bi a credores
Nesta quarta-feira (12), veio a público que a Polícia Federal pediu a suspeição do ministro em investigações envolvendo Vorcaro. Mensagens encontradas no celular do banqueiro citam Toffoli e indicam conversas entre os dois. O ministro é relator de apurações relacionadas ao Banco Master.
Em nota ao Estadão, Toffoli afirmou que o pedido da PF se baseia em “ilações” e que a corporação não tem competência legal para solicitar o afastamento de um ministro do STF. A defesa de Vorcaro alegou “vazamento seletivo” de informações.
O presidente da Corte, Edson Fachin, recebeu o pedido de suspeição e foi informado por Toffoli sobre sua participação na empresa. O ministro disse que não pretende deixar a relatoria e sustenta não ter cometido irregularidades.
Segundo um integrante do STF, Toffoli argumenta que, quando o caso Master passou a sua relatoria, a Maridt já não tinha ligação com o Tayayá havia anos. Ele afirma ainda que os dividendos foram declarados à Receita Federal e aprovados. Para o ministro, a Polícia Federal tenta criar uma “armadilha”.
Leia também: Falhas internas podem ter pesado mais que escândalo do Master na recuperação judicial da Fictor
A Maridt é uma sociedade anônima de capital fechado, cujos acionistas não aparecem em registros públicos. A sede da empresa funciona na residência de um dos irmãos do ministro, o engenheiro José Eugênio Dias Toffoli, em Marília (SP). Outro dirigente é José Carlos Dias Toffoli, padre na mesma cidade.
Em 2021, a Maridt vendeu participações nas empresas do resort ao fundo Arleen, gerido pela Reag Investimentos e ligado a Zettel. Segundo a Folha, o fundo investiu cerca de R$ 20 milhões no negócio e também aplicou recursos em outros fundos investigados pela Polícia Federal.
Atualmente, nem o Arleen nem familiares de Toffoli permanecem formalmente na sociedade do resort. As cotas foram transferidas para Paulo Humberto Barbosa, hoje único sócio das empresas. Mesmo sem participação direta, o ministro continua frequentando o Tayayá.
A relação entre Toffoli e Vorcaro, somada à antiga participação societária ligada a negócios associados ao banqueiro, ampliou a pressão para que o ministro deixe a relatoria do processo. Foi o próprio magistrado que assumiu a competência do inquérito após atender a pedido da defesa de Vorcaro.
Na condução da investigação, Toffoli tomou decisões incomuns para processos penais, especialmente em relação ao celular do banqueiro: determinou o lacre do aparelho, excluiu a PF da análise inicial e selecionou quatro peritos federais para examiná-lo — procedimento típico de ações civis, não criminais, nas quais a escolha costuma caber à polícia.
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