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Novo Nordisk testa vender Wegovy por assinatura de olho na chegada da Lilly com ‘Mounjaro em pílulas’
Publicado 31/03/2026 • 09:16 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 31/03/2026 • 09:16 | Atualizado há 7 meses
Wegovy, da Novo Nordisk.
Caixa do Wegovy, medicamento análogo ao GLP-1 da Novo Nordisk
Tem uma hora em que uma empresa farmacêutica resolve que não basta vender remédio. Ela quer vender um plano. A Novo Nordisk chegou nessa hora na terça-feira (31), quando lançou um modelo de assinatura para o Wegovy, seu famoso medicamento contra obesidade, disponível tanto na versão injetável quanto na pílula lançada há pouco tempo.
A lógica é simples e conhecida de qualquer pessoa que já pagou por streaming: quanto mais tempo você assina, menos paga por mês. No plano anual, a injeção sai por 249 dólares mensais, contra 329 dólares no trimestral. Na pílula, mesma escala. A empresa calcula que o paciente pode economizar até 1.200 dólares por ano na injeção e 600 dólares na versão oral.
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Há uma razão bem concreta para tudo isso. A Eli Lilly, maior rival da Novo no mercado de medicamentos GLP-1 para obesidade, detém cerca de 60% do mercado americano. A Novo tem aproximadamente 39%. E a Lilly está prestes a lançar sua própria pílula oral para obesidade ainda neste ano.
A pílula do Wegovy, lançada em janeiro nos Estados Unidos, tem atraído principalmente pacientes que nunca usaram injeções. São pessoas novas no tratamento, um público que a Novo precisa segurar antes que o concorrente apareça com outra opção oral. A assinatura é, no fundo, um contrato de fidelidade embrulhado em desconto.
Existe um dado que explica muito do que está acontecendo aqui. Um estudo de 2025 estimou que cerca de 65% dos pacientes com obesidade abandonam o tratamento com GLP-1 dentro de um ano. As razões são variadas, do custo aos efeitos colaterais gastrointestinais, que qualquer usuário de semaglutida conhece bem.
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Siga o Times | CNBCO programa de assinatura tenta atacar ao menos a parte financeira do problema. O paciente paga um valor fixo por mês, independentemente da dose em que está, e pode cancelar quando quiser, segundo a empresa. O programa já está disponível em plataformas de telemedicina como Ro, WeightWatchers, LifeMD, Sesame e Hims & Hers.
Não é por acaso que o lançamento começa justamente pelos parceiros de telemedicina. Esse canal cresceu junto com a demanda por GLP-1s, e hoje representa uma fatia relevante dos pacientes que chegam a esses medicamentos sem passar pelo consultório tradicional. Para a Novo, é um ponto de contato direto com o consumidor, sem o intermediário do plano de saúde.
Os pacientes que pagam do próprio bolso, sem cobertura de seguro, são exatamente o público que mais sente o peso do preço. E são eles que o programa de assinatura quer alcançar primeiro.
Doses mais baixas da pílula, de 1,5 e 4 miligramas, continuam disponíveis por 149 dólares mensais fora do plano de assinatura. A partir de agosto, a dose de 4 miligramas sobe para 199 dólares. A dose de 7,2 miligramas, aprovada recentemente, ainda não entra no programa.
A Novo disse que avalia expandir o modelo para sua farmácia direta ao consumidor, o NovoCare, dependendo de como o programa se sair nos próximos meses.
A reportagem de Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC entrou em contato com a Novo Nordisk no Brasil para saber se haverá e quando, esse programa no Brasil. A matéria será atualizada conforme a resposta.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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