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Ataque ao Irã deve mexer com o mercado global de petróleo e economia
Publicado 28/02/2026 • 17:50 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 28/02/2026 • 17:50 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), representa o risco de uma grande interrupção no fornecimento de petróleo no Oriente Médio, que pode desencadear uma recessão econômica global.
O Irã é o quarto maior produtor de petróleo da OPEP, com pouco mais de 3 milhões de barris por dia em janeiro. A república islâmica também possui litoral ao longo do Estreito de Ormuz, considerado a rota marítima mais importante do mundo para o comércio global de petróleo.
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O mercado de petróleo há muito tempo minimiza o risco de interrupções no fornecimento na região. Para Bob McNally, ex-conselheiro de energia da Casa Branca durante o governo de George W. Bush, investidores estão subestimando o impacto de uma eventual retaliação iraniana ao ataque americano.
“Isso é para valer”, afirmou McNally, fundador e presidente da Rapidan Energy. Segundo ele, os preços futuros do petróleo podem subir entre US$ 5 e US$ 7 por barril quando os mercados abrirem no domingo (01) à noite nos Estados Unidos.
Na sexta-feira (27), o petróleo Brent fechou a US$ 72,87 o barril, alta de 2,86%. Já o WTI terminou o dia a US$ 67,02, avanço de 2,77%.
Leia também: Ataques dos EUA e de Israel provocaram ao menos 201 mortes e 747 feridos, diz agência iraniana
Segundo McNally, o Irã poderia tentar pressionar o presidente Donald Trump tornando o Estreito de Ormuz inseguro para o tráfego comercial, o que poderia elevar o preço do petróleo para mais de US$ 100 por barril.
O mercado, afirma o analista, não considera plenamente que Teerã possui grandes estoques de minas e mísseis de curto alcance capazes de interromper seriamente o tráfego na passagem marítima.
Em 2025, mais de 14 milhões de barris de petróleo por dia passaram pelo estreito — cerca de um terço das exportações marítimas globais de petróleo bruto — segundo dados da consultoria Kpler.
Cerca de três quartos desse volume seguiram para China, Índia, Japão e Coreia do Sul. A China, segunda maior economia do mundo, recebe metade de suas importações de petróleo por meio dessa rota.
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Siga o Times | CNBC“Um fechamento prolongado do Estreito de Ormuz garante uma recessão global”, disse McNally.
Leia também: Irã afirma que o Estreito de Ormuz está inseguro devido a ataques
Mais de 20 milhões de barris de petróleo foram carregados para exportação neste sábado no Golfo Pérsico, vindos de Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar, segundo Matt Smith, analista da Kpler. Alguns petroleiros já foram vistos desviando rotas para evitar o estreito.
Grande parte da capacidade ociosa de produção mundial está concentrada nos países do Golfo e ficaria isolada do mercado em caso de bloqueio da passagem, afirmou McNally.
Além disso, cerca de 20% das exportações globais de gás natural liquefeito também passam pelo Estreito de Ormuz, principalmente provenientes do Catar, e não poderiam ser facilmente substituídas.
“O que veríamos seria uma corrida por estoques, especialmente entre países asiáticos que dependem de importações de petróleo e gás”, disse McNally. “Seria a mãe de todas as guerras de lances.”
Segundo Kevin Book, diretor de pesquisa da ClearView Energy Partners, o governo de Donald Trump poderia recorrer à Reserva Estratégica de Petróleo dos Estados Unidos caso os preços do petróleo disparem.
Atualmente, a reserva conta com cerca de 415 milhões de barris, segundo dados do Departamento de Energia dos Estados Unidos.
Ainda assim, o analista alerta que o tamanho da crise pode superar a capacidade de resposta. “Em crises de oferta, a duração importa, e a escala também”, escreveu em nota a clientes.
“Uma crise total no Estreito de Ormuz poderia ultrapassar as compensações oferecidas pelos estoques estratégicos dos EUA e dos países da Agência Internacional de Energia (AIE).”
Leia mais: Irã fecha Estreito de Ormuz após ataques dos Estados Unidos
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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