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Energia

Brasil importou 9,6 bilhões de litros de diesel até agosto, mostram dados da ANP

Publicado 07/10/2026 • 20:29 | Atualizado há 49 minutos

KEY POINTS

  • Importações de diesel somaram cerca de 9,6 bilhões de litros entre janeiro e agosto, segundo dados oficiais divulgados pela ANP.
  • Compras externas seguem relevantes para o abastecimento brasileiro, mesmo com a produção das refinarias instaladas no país.
  • Petrobras respondeu por 28% das importações no período, enquanto Ipiranga, Vibra e Raízen também tiveram participação relevante nas compras.

Foto: Agência Brasil

O Brasil importou cerca de 9,6 bilhões de litros de óleo diesel entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A base oficial de importações e exportações de derivados reúne os volumes mensais comercializados pelo país até agosto.

Os números mostram a importância das compras externas para complementar a oferta nacional. A própria ANP acompanha mensalmente a relação entre produção e importação de Diesel A: em janeiro e fevereiro, por exemplo, o produto importado respondeu por cerca de 30% e 31%, respectivamente, da oferta considerada pela agência; em março, a fatia caiu para 19%.

A trajetória também foi marcada por oscilações expressivas ao longo do ano. Até abril, o Brasil havia importado 4,93 bilhões de litros de Diesel A, ante 5,07 bilhões de litros no mesmo período de 2025, uma redução de 2,8%. Somente em abril, foram 1,19 bilhão de litros, depois de 1,32 bilhão em janeiro, 1,38 bilhão em fevereiro e 1,04 bilhão em março.

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A ANP mantém ainda um levantamento específico sobre os desembaraços de importações, elaborado a partir de informações do Siscomex, da Receita Federal. A base identifica as empresas responsáveis pelas operações, os produtos adquiridos, volumes e países de origem, permitindo acompanhar a composição das compras externas de combustíveis.

Petrobras concentrou 28% das compras externas

Entre as empresas que recorreram ao mercado internacional, a Petrobras respondeu por 28% do diesel importado de janeiro a agosto, volume equivalente a aproximadamente 2,7 bilhões de litros. A Refinaria de Mataripe, responsável por parcela importante do abastecimento da Bahia e do Nordeste, ficou com cerca de 2% das importações.

A Ipiranga importou 1,4 bilhão de litros, correspondentes a 14,3% do total. Na sequência apareceram Vibra, com 12%, e Raízen, com 4%. As informações sobre a participação de cada empresa são da Folha de S. Paulo.

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As importações diretas feitas pelas distribuidoras ajudam a complementar a produção doméstica, atender aos contratos de fornecimento e recompor estoques. Cerca de um terço do diesel consumido no país tem origem externa, o que mantém o mercado brasileiro exposto às condições internacionais de oferta e preços.

Alta dos preços mudou perfil dos importadores

O cenário internacional também alterou a composição das empresas que buscaram diesel no exterior. No começo do conflito no Oriente Médio, agentes de menor porte chegaram a representar cerca de 40% das importações.

Com a escalada dos preços e a consequente perda de atratividade das compras internacionais, essa participação caiu para menos de 20%. O recuo atingiu principalmente empresas que recorrem ao produto importado quando a diferença de preços em relação ao mercado doméstico torna a operação mais vantajosa.

Leia também: ANP: Petrobras terá que informar importações previstas, produtos a serem ofertados e preços

A ANP publica mensalmente sua Síntese de Comercialização de Combustíveis, que acompanha vendas e importações dos principais combustíveis no mercado brasileiro. A edição referente a agosto foi divulgada em 30 de setembro.

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