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Energia

Energia geotérmica ganha espaço na corrida para abastecer a inteligência artificial

Publicado 16/10/2026 • 20:00 | Atualizado há 35 minutos

KEY POINTS

  • A demanda por energia dos data centers de inteligência artificial aumenta o interesse pela geração geotérmica, que pode operar continuamente.
  • Novas técnicas de perfuração e propostas para facilitar licenças ampliam as oportunidades para o setor nos Estados Unidos.
  • Apesar do avanço, a energia geotérmica ainda enfrenta custos elevados e preocupações ambientais relacionadas ao uso da água e aos ecossistemas locais.
Energia geotérmica ganha espaço na corrida para abastecer a inteligência artificial.

Foto: Unsplash

Energia geotérmica ganha espaço na corrida para abastecer a inteligência artificial.

A expansão da inteligência artificial está aumentando o interesse pela energia geotérmica nos Estados Unidos, onde empresas de tecnologia buscam fontes de eletricidade confiáveis para abastecer data centers.

A tecnologia também ganhou apoio de políticos democratas e republicanos, em um momento de maior demanda energética e investimentos no setor.

A energia geotérmica aproveita o calor do interior da Terra para gerar eletricidade. Diferentemente de fontes que dependem da incidência solar ou da intensidade dos ventos, ela pode operar continuamente, característica que favorece instalações que precisam funcionar 24 horas por dia.

A combinação entre novas técnicas de perfuração, demanda por energia e apoio político tem impulsionado o setor. Apesar disso, a tecnologia ainda enfrenta desafios para demonstrar viabilidade comercial em larga escala.

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IA impulsiona procura por energia geotérmica

Os data centers que processam serviços de inteligência artificial exigem grandes quantidades de eletricidade e precisam de fornecimento estável. Por isso, empresas de tecnologia têm demonstrado disposição para pagar mais por fontes capazes de gerar energia de forma contínua.

Esse cenário beneficia projetos geotérmicos de nova geração, que utilizam técnicas inspiradas na indústria de petróleo e gás para acessar o calor subterrâneo em regiões além das áreas tradicionais de atividade geotérmica.

Uma das empresas que investem nessa tecnologia é a Fervo Energy, fundada pelo ex-engenheiro de perfuração Tim Latimer. A companhia busca ampliar a geração geotérmica e já fechou acordos para fornecer eletricidade a data centers.

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Apoio político e investimentos crescem

A energia geotérmica também ganhou espaço nas discussões sobre licenciamento de infraestrutura nos Estados Unidos. Um projeto bipartidário no Senado prevê medidas para facilitar a exploração de áreas federais e acelerar autorizações para perfuração.

Além disso, os valores pagos por arrendamentos de áreas federais para exploração geotérmica aumentaram. Segundo dados citados pela Axios, o lance vencedor médio passou de US$ 10 por acre em 2023 para US$ 182 em 2026.

O apoio de diferentes correntes políticas está relacionado às características da tecnologia: a geração renovável atrai defensores de energia limpa, enquanto o uso de técnicas de perfuração aproxima o setor da indústria de petróleo e gás.

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Custos e impactos ambientais ainda são desafios

Apesar do avanço, a energia geotérmica ainda representa menos de 1% da eletricidade gerada nos Estados Unidos. Os custos permanecem elevados, e o setor precisa demonstrar que consegue manter a produção de forma confiável por décadas.

Também existem preocupações ambientais, especialmente relacionadas ao uso da água e aos possíveis impactos sobre fontes termais, áreas úmidas e ecossistemas locais.

Assim, a expansão da inteligência artificial abre novas oportunidades para a energia geotérmica, mas a continuidade dos investimentos dependerá da redução dos custos, da comprovação da viabilidade dos projetos e da capacidade de administrar seus impactos ambientais.

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