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FMI defende ajuda a países vulneráveis afetados pela alta global dos preços da energia
Publicado 17/10/2026 • 09:33 | Atualizado há 36 minutos
Publicado 17/10/2026 • 09:33 | Atualizado há 36 minutos
KEY POINTS
Olivier DOULIERY/AFP
As reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Bangkok terminaram neste sábado (17) com uma combinação de otimismo e preocupação em relação às perspectivas da economia global, afirmou a diretora-gerente da instituição, Kristalina Georgieva.
A executiva também defendeu o apoio a países de baixa renda afetados pela alta dos preços provocada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Os encontros na capital tailandesa reuniram ministros das Finanças, presidentes de bancos centrais e outras autoridades econômicas.
Entre os principais temas discutidos estiveram a inflação, a elevação dos rendimentos dos títulos públicos e o crescimento econômico impulsionado pelos investimentos em inteligência artificial (IA).
“As reuniões foram marcadas tanto pelo otimismo quanto pela preocupação”, afirmou Georgieva durante uma entrevista coletiva ao lado do ministro das Finanças da Arábia Saudita, Mohammed al-Jadaan.
A executiva citou a resiliência da economia global, o potencial da inteligência artificial e o dinamismo da Ásia como fatores positivos. Ao mesmo tempo, destacou os riscos associados à própria IA, à inflação, ao elevado endividamento, às guerras e às mudanças climáticas.
Ao longo da semana, o FMI alertou que o aumento da dívida pública e dos rendimentos dos títulos em economias avançadas está apertando as condições financeiras justamente quando os bancos centrais precisam concentrar esforços no controle da inflação, possivelmente por meio de aumentos das taxas de juros.
Os preços globais da energia dispararam desde o fim de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra contra o Irã. As ações retaliatórias de Teerã contra aliados de Washington no Golfo restringiram o fornecimento de petróleo e gás, com reflexos sobre os preços internacionais e a inflação em economias de diferentes níveis de renda.
Os países mais vulneráveis, segundo o FMI, são os importadores de petróleo de baixa renda que não se beneficiam do crescimento dos investimentos em inteligência artificial, um dos fatores que sustentam a atividade econômica em diversas economias avançadas.
“Posso dizer que as pessoas em todos os lugares, mas especialmente nos países mais pobres, não gostam da inflação. A inflação é como um imposto sobre os pobres”, afirmou Georgieva.
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Siga o Times | CNBCA diretora-gerente defendeu que esses países estabeleçam prioridades orçamentárias voltadas ao crescimento econômico e à proteção das populações mais vulneráveis.
Ela também destacou a busca da instituição por ampliar os recursos destinados às economias de baixa renda.
A elevação dos juros internacionais e dos rendimentos dos títulos, porém, encarece o pagamento das dívidas desses países. Segundo Georgieva, a parcela das receitas governamentais destinada ao serviço da dívida pelas economias de baixa renda aumentou de 8% para 14% nos últimos anos.
A executiva afirmou que o FMI tem a responsabilidade de ajudar países que precisem reestruturar suas dívidas, mobilizar recursos domésticos, atrair financiamento internacional e criar condições para investimentos privados.
“Quando fazemos o nosso melhor, isso se traduz em vidas melhores para as pessoas”, declarou.
Georgieva também destacou o papel dos investimentos em inteligência artificial no crescimento econômico, mas alertou para os riscos de depender excessivamente de uma única fonte de expansão.
Os países-membros reconheceram o valor dos investimentos em IA para sustentar a atividade econômica. Ainda assim, a diretora-gerente afirmou que “quando dependemos de um único motor de crescimento, é como se estivéssemos apoiados em uma perna”.
Outro tema central das reuniões foi a necessidade de estabelecer regras e mecanismos de proteção para os modelos mais avançados de inteligência artificial. O debate ganhou urgência após revelações recentes de incidentes de segurança envolvendo agentes autônomos de IA.
Georgieva afirmou ter ficado impressionada com o espírito de cooperação entre empresas de tecnologia, governos e outros participantes que observou em Bangkok durante as discussões sobre o tema.
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