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Energia

INB cria tecnologia nacional para inspecionar combustíveis nucleares em Angra

Publicado 28/09/2026 • 10:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A INB desenvolveu uma câmera nacional para inspecionar combustíveis nucleares em Angra.
  • O equipamento tem custo abaixo do valor de uma câmera importada.
  • Tecnologia pode ganhar recursos de inteligência artificial e controle remoto no futuro.
Usina nuclear

Foto: Unsplash

INB cria tecnologia nacional para inspecionar combustíveis nucleares em Angra

As Indústrias Nucleares do Brasil (INB) desenvolveram uma câmera nacional para acompanhar combustíveis nucleares nas piscinas dos reatores de Angra. O equipamento realizou seu primeiro teste em uma operação real no último domingo (27), quando a equipe avaliou seu desempenho em um ambiente com radiação.

A tecnologia surgiu como alternativa aos equipamentos importados usados atualmente. Além de ampliar a produção nacional, o projeto pode reduzir os custos das inspeções realizadas durante as paradas programadas das usinas.

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Redução no custo

A INB estima que uma câmera importada para esse tipo de trabalho custe cerca de R$ 700 mil, considerando as despesas de importação. Em uma compra anterior, três unidades exigiram aproximadamente R$ 2 milhões.

O equipamento desenvolvido pela equipe brasileira teve custo estimado em R$ 120 mil. O sistema reúne estrutura, componentes eletrônicos, controle e transmissão de imagens desenvolvidos pela própria equipe. Dessa forma, além dos avanços tecnológicos nacionais, a operação reduz os gastos consideravelmente.

Testes realizados

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Antes da operação na usina, a INB realizou testes em condições mais exigentes que as previstas durante as inspeções, movimentação normal dentro de usinas nucleares.

 A câmera ficou submersa em água a 55 °C, acima dos cerca de 45 °C esperados no ambiente dos reatores. A equipe também submeteu o equipamento a uma pressão equivalente ao dobro daquela prevista para o funcionamento.

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Auxílio da inteligência artificial

Junto com a redução de custo com peças nacionais, a equipe considera utilizar a inteligência artificial para ajudar na identificação de falhas e problemas nas imagens.

Outra possibilidade envolve controles remotos para movimentar a câmera durante as inspeções. A tecnologia permitiria posicionar o equipamento à distância e ampliar o alcance das avaliações dos combustíveis nucleares.

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