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“Estamos avaliando os danos”, diz CEO da Embraer em entrevista exclusiva sobre o tarifaço dos EUA
Publicado 08/04/2025 • 14:33 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 08/04/2025 • 14:33 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
A Embraer corre para entender os efeitos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que ameaça encarecer a exportação de jatos brasileiros ao maior mercado da companhia. O presidente norte-americano, Donald Trump, determinou uma alíquota de 10% sobre a importação de aeronaves produzidas no Brasil, acendendo um alerta na fabricante.
Em entrevista exclusiva ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta terça-feira (8), o CEO Francisco Gomes Neto afirmou que a empresa está, neste momento, “buscando entender melhor quais são essas regras e ver como vamos lidar com elas para minimizar o impacto.”
O executivo também ressaltou que a Embraer mantém uma relação de longa data com o mercado norte-americano. “Temos sido parceiros dos Estados Unidos há 45 anos. Temos uma fábrica lá, com mais de 2.500 funcionários. Os EUA também exportam aviões para o Brasil, de diversos tipos, sempre com alíquota zero. Sempre foi uma cooperação importante, e esperamos que possamos chegar a um bom acordo também”, disse.
Questionado sobre a possibilidade de ampliar a produção nos Estados Unidos, o CEO destacou que a estratégia atual é manter as bases já existentes. “Temos uma base importante nos Estados Unidos para aviões executivos e uma fábrica de aviões de defesa. A princípio, essa é a estratégia que vamos seguir.”
Apesar das incertezas com a nova tarifa, a Embraer prevê crescimento nas entregas em 2025. A expectativa é entregar entre 77 e 85 aeronaves comerciais neste ano, um aumento de 10% em relação ao ano anterior. Já na aviação executiva, o número deve saltar de 130 para até 155 aviões, alta de 15%.
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