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EXCLUSIVO CNBC: Buffett detalha como pretende zerar a participação na Berkshire Hathaway em oito anos
Publicado 15/07/2026 • 18:18 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 15/07/2026 • 18:18 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A sucessão patrimonial de Warren Buffett entrou em uma nova etapa. O investidor anunciou que pretende se desfazer de toda a participação remanescente na Berkshire Hathaway nos próximos oito anos. Em entrevista exclusiva à CNBC dos Estados Unidos, ele detalhou como deve acelerar o ritmo das doações anuais para fundações ligadas à família dele.
Pelo novo cronograma, a distribuição dos recursos será intensificada nos próximos anos. Buffett ainda detém cerca de US$ 140 bilhões em ações da Berkshire Hathaway e, para cumprir a meta estabelecida, o volume anual das doações deverá aumentar significativamente em relação aos aproximadamente US$ 6 bilhões distribuídos neste ano, antecipando a transferência da responsabilidade sobre o patrimônio aos três filhos.
Leia mais: Por que Buffett deixou a Fundação Bill Gates fora de sua nova doação bilionária?
Ao explicar a lógica que orienta a destinação da fortuna, Buffett afirmou que o objetivo é direcionar recursos para desafios relevantes, já que seria impossível encontrar uma solução definitiva para todos os problemas sociais.
“Se você considerar que existem oito bilhões de pessoas no mundo e acreditar que todas deveriam ter a mesma oportunidade, então pode gastar US$ 1.000 ou US$ 10.000 tentando resolver os problemas de cada uma delas. Mas você nunca conseguirá resolver os problemas de todo mundo”, afirmou.
Leia mais: Buffett quer doar toda a fortuna da Berkshire até 2034
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Siga o Times | CNBCA nova estratégia também transfere protagonismo aos herdeiros. Buffett disse que a condução da maior parte da fortuna ficará sob responsabilidade dos filhos, que terão autonomia para decidir como os recursos serão distribuídos.
“Existe essa previsão no meu testamento, não nessas doações que estou fazendo agora. A maior parte da minha fortuna provavelmente será destinada a eles depois da minha morte, mesmo acelerando esse processo”, disse.
Além da sucessão patrimonial, Buffett sinalizou que não considera necessário manter o controle das ações com direito a voto da Berkshire Hathaway por muito tempo. A mudança está diretamente ligada à confiança depositada na próxima liderança da companhia.
Ao comentar o preparativo da sucessão executiva, o investidor afirmou que Greg Abel conquistou um nível de confiança capaz de fazer com que ele colocasse todos os planejamentos em prática.
“Parte da razão de eu ainda estar por aqui é que não tínhamos confiança suficiente em ninguém”, explica.
Para Buffett, o atual CEO proporciona uma segurança que se compara ao que sentia com antigos parceiros e conselheiros como Tom Murphy e Charlie Munger.
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